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Ex-trabalhadores dos ENVC satisfeitos com “disponibilidade” da Segurança Social de Viana

Rádio Alto Minho

14 Outubro 2016, 14:03

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Os ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais que a partir de 2017 deixam de ter acesso ao subsídio de desemprego mnaifestaram-se satisfeitos com o resultado da reunião que mantiveram esta sexta-feira com o  diretor distrital da Segurança Social de Viana do Castelo que manifestou “toda a disponibilidade” para tentar encontrar soluções para as preocupações que “puseram em cima da mesa”.

A “disponibilidade” foi manifestada a um grupo de ex-trabalhadores dos Estaleiros de Viana do Castelo que foi recebido pelo responsável distrital da Segurança Social, Paulo Órfão, na sequência de uma concentração que reuniu mais de uma centena de ex-trabalhadores dos estaleiros da cidade.

“O senhor diretor está de portas abertas para nos receber e esclarecer qualquer dúvida que tenhamos. Disse-nos que vai comunicar o assunto ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e que irá para tentar abreviar o agendamento de uma reunião com o senhor ministro a quem enviamos um pedido nesse sentido no passado dia 14 de setembro”, afirmou o porta-voz da delegação daqueles ex-trabalhadores recebida pelo responsável local da Segurança Social, António Ribeiro.

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião, que se prolongou por mais de duas horas, António Ribeiro afirmou que o encontro visou sensibilizar o responsável da Segurança Social de Viana do Castelo para o “futuro dramático” que enfrentarão a partir de 2017.

“O encontro foi produtivo”, disse António Ribeiro, referindo-se à “total disponibilidade” manifestada por Paulo Órfão para tentar encontrar soluções para os cerca de 400 trabalhadores que a partir de 2017 deixam de ter acesso ao subsídio de desemprego.

“Cerca de uma centena de ex-trabalhadores não estão em condições de pedir a pré-reforma e acaba o subsídio de desemprego e não estando reintegrados no mercado de trabalho ficam sem apoios sociais. Os outros 300 já têm idade para entrar na pré-reforma mas vão sofrer penalizações”, explicou.

Segundo António Ribeiro, “os ex-trabalhadores que estão desempregados e que em 2017 estejam em condições de avançar para a reforma vão sofrer demasiadas penalizações, como o fator de sustentabilidade de 13,34% e mais 12,75% por assinarem o acordo mútuo”.

O responsável da Segurança Social de Viana do Castelo remeteu esclarecimentos sobre este caso para o Instituto da Segurança Social.

O porta-voz dos ex-trabalhadores da empresa pública de construção naval anunciou ainda que para o próximo dia 18, às 11:00 está marcada uma reunião com o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa.

Em 2014, quando os estaleiros foram subconcessionados à Martifer, estavam ao serviço 609 trabalhadores. O plano de rescisões amigáveis a que os trabalhadores foram convidados a aderir custou ao Estado 30,1 milhões de euros.

A comissão representativa dos ex-trabalhadores foi criada no início de setembro para discutir o seu futuro com forças políticas e agentes do poder e já se reuniu com o PCP, com o Bloco de Esquerda e com o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV).

Continuar a aguardar por resposta aos pedidos de reunião enviados “ao PS, PSD e CDS, ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e à Comissão Parlamentar do Trabalho e da Segurança Social”.

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