Exernato das Neves vai ser transformado em residência sénior num investimento de 3,4 ME
24 Fevereiro 2017, 14:14
Um investimento privado de 3,4 milhões de euros vai transformar um externato desativado há vários anos, em Viana do Castelo, numa residência sénior com capacidade para receber até 40 idosos.
A informação foi avançada pelo presidente do conselho de administração da Fundação Caixa Agrícola do Noroeste. José Luis Carvalhido da Ponte revelou que as obras de readaptação do antigo Externato das Neves deverão começar “dentro de três a quatro meses, devendo estar concluídas dentro de um ano”.
A construção da futura residência sénior, integrada no projeto Humanitas Neves, iniciativa da Fundação Caixa Agrícola do Noroeste e da Noroeste Humanitas, vai ser apresentada, publicamente, no sábado, numa sessão marcada para às 10:30, na freguesia de Vila de Punhe, onde está localizado o edifício
Inaugurado em 1977, o Externato das Neves sempre funcionou com o apoio financeiro do Ministério da Educação, através de um Contrato de Associação, acolhendo alunos desde o 5.º ao 9.º ano de escolaridade.
Mas a partir do ano letivo 2006-2007 este contrato começou a ser gradualmente reduzido até à extinção, em 2009. A decisão foi justificada, na altura, com as respostas existentes nas escolas da rede pública.
Aquele externato foi, até 1984, a única oferta de ensino a partir do primeiro ciclo na margem esquerda do rio Lima, em Viana do Castelo.
O tradicional lançamento da primeira pedra da nova obra, no sábado, vai ser substituído pela inauguração de um monumento nos jardins interiores do futuro equipamento, que será construído “com recurso a financiamento bancário”.
O projeto, que “prevê a demolição de partes do antigo externato e a readaptação de outras zonas”, inclui a residência sénior, com capacidade para acolher entre 38 a 40 idosos, um clube de saúde, com piscina e clínicas de fisioterapia, restaurante e uma área dedicada à educação e formação onde funcionará uma academia sénior”.
“Trata-se de um único edifício, mas com zonas separadas”, especificou o presidente do conselho de administração daquela fundação.
Segundo José Luís Carvalhido da Ponte “o clube de saúde, a zona de restauração e a área de educação e formação serão abertos à comunidade como forma de angariação de receitas que permitam uma gestão desafogada da residência sénior”.
“Será uma almofada financeira que permita uma gestão sem sobressaltos da residência sénior”, reforçou, adiantando que os preços a praticar naquela estrutura “estão ainda dependentes da realização ou não de acordos com a Segurança Social”.
“Se não conseguirmos esses acordos, os preços oscilarão entre os mil e os 1.500 euros”, disse.
O responsável explicou que o projeto do futuro empreendimento “começou a ser trabalhado há quatro anos” e pretende ser “um espaço agradável, em termos físicos, e que estimule a proatividade dos idosos que para lá forem residir”.
“Queremos realizar várias atividades, num desafio constante”, sublinhou.
De acordo com José Luís Carvalhido da Ponte, o edifício “é propriedade da Caixa Agrícola do Noroeste desde que o antigo externato foi desativado”.
“O banco sempre quis dar um destino ao imóvel. Lancei o desafio de transformar o edifício numa residência sénior e foi aceite. Esta é uma região onde há necessidade deste tipo de resposta”, sustentou.
Adiantou que a fundação “vai adquirir o edifício e assumir a gestão da futura residência sénior”.





















