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Festival Sonic Blast deixa Moledo após nove edições

Rádio Alto Minho

04 Fevereiro 2020, 8:50

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Após nove edições, o Sonic Blast deixa de se realizar em Moledo. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara de Caminha. O socialista Miguel Alves explicou que a organização do festival de rock psicadélico e 'stoner rock', não aceitou "nenhuma das quatro localizações" alternativas à aldeia de Moledo, apresentadas pela autarquia nos últimos quatro meses.

O autarca socialista anunciou o fim do festival, esta segunda-feira à tarde, no final da reunião camarária, após ter sido interpelado por um grupo de mais de dez dos 80 moradores que, em setembro de 2019, entregaram ao presidente da Câmara um abaixo assinado a pedir a deslocalização do festival, queixando-se do “barulho excessivo, dos danos causados pelo som elevado nas habitações mais próximas do evento, do lixo, da porcaria, do trânsito caótico” resultantes do evento.

“De facto, não conseguimos encontrar uma solução que agradasse ao Sonic Blast e, por isso, o festival vai e, certamente, está já a procurar outras paragens”, afirmou Miguel Alves .

O autarca  explicou que “as negociações iniciadas em outubro de 2019” com a organização do festival, na sequência de um abaixo-assinado de moradores de Moledo, “terminaram na última quinta-feira sem acordo quanto à nova localização do festival”.

Miguel Alves garantiu “ter feito tudo para atender às queixas dos moradores e às necessidades da organização”, mas sem sucesso.

Segundo Miguel Alves, a autarquia “negociou com terceiros, ofereceu soluções, disponibilizou-se para assumir mais alguns custos, mas a organização entendeu que nenhuma das alternativas era suficiente”.

“Assim sendo, o município dá por encerradas as negociações. Da nossa parte estamos de consciência tranquila. Quero agradecer à Junta de Freguesia de Moledo o empenho que teve em encontrar alternativas e o apoio que deu ao festival durante as nove edições. Quero agradecer ao Sonic Blast o trabalho que realizou no município durante nove anos e por ter contribuído para o fortalecimento da imagem do concelho enquanto pólo cultural. Desejo-lhe boa sorte na sua nova etapa”, referiu.

Entre as alternativas propostas pela autarquia constavam “uma no mesmo local, só para a realização da edição 2020, duas localizações em Moledo, no lado nascente da Mata do Camarido, uma na freguesia de Âncora, junto ao campo de futebol do Âncora Praia, com ligação direta à praia, campismo nas imediações, apoio da infraestrutura desportiva e com o apoio de duas freguesias, a de Âncora e a de Vila Praia de Âncora”.

A organização do festival escusou-se a reagir às declarações do presidente da Câmara de Caminha, remetendo para um comunicado recentemente enviado à imprensa a posição oficial ao assunto.

Naquela nota, a organização refere que, “depois de nove históricas edições banhadas pelas águas de Moledo, a 10.ª edição do festival irá realizar-se numa nova localidade e [em] novo recinto a anunciar muito brevemente”.

“Moledo acolheu o festival nas últimas nove edições do Sonic Blast, garantindo momentos únicos e inesquecíveis aos festivaleiros. No entanto, apesar de todos os esforços da organização em manter o festival na localidade de Moledo, não foram reunidas as condições necessárias para a continuação da realização do evento no local e para que a parceria, até aqui de enorme sucesso, fosse continuada em 2020”, sustenta a organização.

A Garboyl Lives, entidade organizadora do Sonic Blast, “encontra-se, neste momento, em negociações com outro parceiro/localidade que pretende abraçar o conceito e público do festival, num novo recinto que garanta todas as melhores experiências já usuais no festival”.

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