Devido ao surto da covid-19 em Portugal e em todo o mundo, bem como, a decisão tomada pelo governo português relativamente aos festivais de música e espectáculos de natureza análoga, a organização do “FOLKMONÇÂO – o Mundo a Dançar”, informou, em comunicado, que a edição de 2021 não se vai realizar.
A organização apela “à compreensão do público, patrocinadores, parceiros e mecenas”, mas deixa claro, que “o compromisso com a saúde e com a segurança de todos, será sempre o vértice mais importante do Festival”.
“Esta é, provavelmente, pela segunda vez, a decisão mais difícil que tomamos após 36 edições de Folkmonção. No entanto, não podemos continuar a preparar a edição de 2021, estando conscientes de que o nosso Festival possa vir a ser um foco de contágio e provocar reincidência da COVID-19.
Lembramos que contamos com a participação de grupos folclóricos vindos dos cinco continentes, numa festa que apela à paz e à união entre todos os povos desde 1985.
Temos sido acarinhados e acolhidos por um público maravilhoso que nos brinda com a presença de mais de cinco mil pessoas por cada actuação que fazemos no Alto Minho e na vizinha Galiza.
Este cruzamento geracional e mundial, que junta famílias, amigos, residentes e emigrantes, sustenta a nossa decisão: não podemos colocar em causa a proteção e a saúde daqueles para quem fazemos o festival e daqueles que contribuem para a sua existência.
Por isso, numa tentativa de proteger o público, os grupos internacionais, os voluntários, a estrutura organizativa e todos os que participam nos nossos espectáculos, decidimos adiar 36ª edição para 2022.
Todos nós elevamos o Folkmonção ao patamar de um dos melhores festivais de Folclore de todo o mundo. E por vós, decidimos não realizar a edição deste ano.
Estamos, todavia, a preparar surpresas que relembrarão as edições anteriores e projectarão as edições futuras. O festival é feito para todos vós.
Deixamos também, aqui, o compromisso de que a edição de 2022, na qual já estamos a trabalhar, será uma das mais bonitas de sempre.
Nessa altura, teremos vários motivos para festejar: o primeiro é que ultrapassamos esta crise pandémica juntos. O segundo é que o Mundo volta a dançar no Alto Minho e na vizinha Galiza com muito mais brilho”.




















