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Cultura

Gil Eannes volta a encerrar para visitas para ser cenário de novo filme

Rádio Alto Minho

07 Outubro 2016, 13:41

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O navio museu Gil Eannes vai estar encerrado  a visitas,entre 09 e 14 deste mês, para voltar a servir de cenário à rodagem de uma longa-metragem intitulada “9 Dedos”.

O filme, das produtoras “10:15 Production” e “O Som e a Fúria”, tem realização de FJ Ossang e interpretação de Paul Hamy, Damien Bonnard, Pascal Greggory, Gaspard Ulliel, Alexis Manenti, Diogo Doria, Lionel Tua, Lisa Hartmann.

Segundo fonte da Câmara de Viana do Castelo além do navio museu, as filmagens, iniciadas este mês, incluem o zimbório do Templo de Santa Luzia e o Castelo Santiago da Barra, entre outros locais.

Na sinopse do filme, fornecida por aquela fonte, lê-se que a longa metragem “9 Dedos” é “um misto de ficção científica e filme ‘noir'”.

“O filme ‘9 Dedos’ assemelha-se a um filme inspirado numa estética de banda desenhada, em que seguimos o nosso herói numa busca pela sobrevivência num mundo que pode ser cruel e, também, por um sentido para a sua vida”, refere o documento.

A história passa-se a bordo de um cargueiro à deriva e envolve a personagem principal Magloire e o ‘gang’ Kurtz.

Em 2008 o navio foi o cenário principal da longa-metragem “O Assalto ao Santa Maria”, da produtora Take 2000, com realização de Francisco Manso e argumento de Vicente Alves do Ó e João Nunes.

Aquele filme “retrata o histórico assalto ao paquete Santa Maria, uma original operação de denúncia dos regimes ditatoriais de Portugal e Espanha perpetrada em 1961 por 24 exilados políticos dos dois países, liderados pelos capitães Henrique Galvão e Jorge Sotomayor, com o apoio expresso do general Humberto Delgado.

Em 2009 acolheu a rodagem do filme “O Cônsul de Bordéus”, baseado na vida de Aristides de Sousa Mendes e realizado por Francisco Manso e João Corrêa.

O ator Vítor Norte desempenhou o papel de Aristides de Sousa Mendes, o diplomata português que, à revelia de António de Oliveira Salazar, o presidente do governo da ditadura, atribuiu cerca de trinta mil vistos a refugiados perseguidos pelo regime nazi, em 1940.

Em maio de 2016, o navio construído há 60 anos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) foi palco da peça de teatro “Anjo Branco”, pelo Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana, que destacou o papel histórico que desempenhou no apoio aos pescadores portugueses enquanto navio hospital.

FOTO:  “10:15 Production”

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