GNR regista aumento de 87 % da criminalidade no Alto Minho por causa de fogo posto
03 Outubro 2017, 18:11
O comandante da GNR de Viana do Castelo apontou hoje um aumento de 87% da criminalidade registada até 31 de agosto, noAlto Minho, relativamente ao mesmo período do ano passado, justificando aquele indicador com o aumento dos crimes de incêndio e fogo posto, num total de 469 casos.
“O que contribuiu muito para esse aumento foi o aumento que tivemos em número de incêndios, de fogos em floresta. Teve um aumento de 87% em relação ao ano passado. Isso vai, claro, desequilibrar os outros dados. Se não fosse este aumento do número de fogos a criminalidade geral teria uma diminuição dos 5%”, afirmou o coronel Agostinho José Lopes da Cruz aos jornalistas à margem do Dia da Unidade de Viana do Castelo.

O comandante da Guarda Nacional Republicana adiantou que até 31 de agosto, “há um ligeiro aumento (10,9%) da criminalidade contra pessoas com ofensa à integridade física, com um total de 305 crimes e uma descida (5,1%) nos crimes contra o património”, num total de 1.564 ocorrências.
Relativamente ao crime de violência doméstica, e de acordo com os dados revelados por aquele responsável, o Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo registou um aumento de 7,9% com 243 casos.
No total, segundo dados revelados pelo comandante da GNR durante o discurso do Dia da Unidade, foram contabilizados no distrito de Viana do Castelo, até 31 de agosto, “3.772 crimes, um aumento de 5,3%, relativamente a igual período de 2016”.
Na criminalidade violenta e grave foram registados 54 casos, “uma descida de 9,1% relativamente a igual período do ano passado”.
Questionado pelos jornalistas sobre a necessidade de reforço de meios do comando de Viana do Castelo, Agostinho Lopes da Cruz admitiu “que há necessidade de renovação da frota” e destacou que um aumento de efetivos seria, sempre bem-vindo”, atualmente composto 650 militares.
O comandante da GNR de Viana do Castelo revelou que “ainda este ano” deverão ter início obras “no telhado e na estrutura do edifício central daquele comando”, intervenção atualmente em concurso público.
Este ano, o Comando Territorial de Viana do Castelo “realizou mais de 30.000 patrulhas”, sendo que “2.940 foram rodoviárias, tendo sido fiscalizados 41.496 condutores”.
Agostinho Lopes da Cruz destacou “a deteção de 620 condutores com excesso de álcool no exercício da condução e 2.863 condutores em excesso de velocidade”.
“Por infração à legislação rodoviária, foram registadas 12.713 contraordenações e 359 crimes”, referiu, sublinhando que “face à elevada sinistralidade rodoviária que ainda se regista, é intenção do comando aumentar ainda mais o esforço de fiscalização rodoviária no próximo ano”.
Este ano, o Comando Territorial de Viana do Castelo “já desenvolveu 1.340 ações de sensibilização junto mais de 10.200 pessoas”.
Em colaboração com a Guarda Civil de Pontevedra, na Galiza, a GNR participou, “entre 01 de julho e 31 de agosto, em 45 patrulhas mistas, em Baiona e Sanxenxo, em apoio aos muitos turistas portugueses que para ali se deslocam em passeio ou férias”.





















