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Grupo de Catequistas de Alvarães desafia residentes e emigrantes a assinalarem festa das Flores

Rádio Alto Minho

04 Maio 2020, 13:36

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O grupo de catequistas de Alvarães desafiou a população residente e os emigrantes a colocarem nas varandas uma cruz decorada com pétalas de flores, para assinalar as festas das Cruzes, que deveriam ocorrer este mês, mas foram canceladas devido à pandemia de covid-19.

As festas de Santa Cruz e dos Andores Floridos, conhecidas pelas “verdadeiras obras de arte popular”, os andores decorados com “milhares de pétalas frescas e folhas variadas” acontecem, anualmente, no terceiro fim de semana de maio, na vila de Alvarães, concelho de Viana do Castelo, atraindo “milhares de visitantes”.

Este ano, a romaria iria realizar-se entre os dias 16 e 18, mas o surto do novo coronavírus levou ao seu cancelamento.

“Devido à pandemia da Covid-19 as festas de 2020 não se podem realizar, mas a população encontrou uma forma conjunta de assinalar o momento de fé e enaltecendo a flor que tanto nos caracteriza. O executivo da Junta de freguesia alia-se a esta iniciativa original do grupo de catequistas que, uma vez mais, mostra a união da nossa população”, realçou o presidente da Junta de Freguesia, Fernando Martins, citado numa nota hoje enviada à imprensa.

Segundo a tradição, que remonta a 1946, as pétalas das flores utilizadas na confeção dos andores são colhidas nos montes de Viana do Castelo e coladas uma cola feita à base de farinha que garante a humidade necessária para que as pétalas se aguentem vários dias “viçosas e coloridas”.

Um trabalho minucioso que através da conjugação das cores e texturas das pétalas forma desenhos temáticos, transformando os andores em verdadeiras obras de arte popular, com motivos religiosos, paisagísticos e monumentais.

As pétalas são coladas com a cola “milagre”, como é conhecida. Feita à base de farinha, garante a humidade necessária para que as pétalas se aguentem vários dias “viçosas e coloridas”.

A confeção dos 11 andores, um por cada lugar daquela vila, junta normalmente no pátio da casa do mordomo gente de todas as idades e profissões, “unidas pela devoção” à padroeira.

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