Grupo Folclórico de Alvarães planta 50 árvores nos 50 anos para “semear o futuro”.
05 Março 2018, 10:40
O Grupo Folclórico de Alvarães plantou, no sábado, no Bosque do Alvito, lugar emblemático da freguesia, 50 árvores, entre castanheiros e macieiras, para assinalar as suas bodas de ouro e lançar as “sementes do futuro”.
“Com esta ação queremos deixar uma marca dos 50 anos de atividade do grupo. A tragédia que Portugal viveu com os fogos de 2017 também não nos deixou indiferentes. Por isso. decidimos plantar 50 árvores que simbolizam o futuro e que vão tornar este espaço num local muito rico”, explicou José Manuel Faria, diretor do Grupo.
De galochas nos pés e enxada na mão, os elementos juntaram-se no Bosque do Alvito, localizado junto aos centenários fornos das telheiras, onde no passado se fez extração de barro.

A atividade, organizada no âmbito das comemorações das bodas de ouro deste grupo, tem como objetivo a reflorestação de um espaço que enaltece memórias de “árdua labuta, soterrando muitas histórias pesarosas”.
“Nem o mau tempo nos demoveu desta tarefa, afinal estamos a comemorar meio século. Fizemo-lo por todos aqueles para quem este lugar foi o palco da sua vida, porque as memórias do nosso povo não podem ser esquecidas, porque no presente queremos homenagear o passado e dar vida ao futuro. Cada árvore é uma semente de vida”, reforçou o diretor do grupo.
O Grupo Folclórico de Alvarães iniciou, em outubro de 2017, as comemorações dos 50 anos desde a sua formação, que terminarão em dezembro deste ano.
Com mais de 1.500 espetáculos efetuados por mais de 400 elementos, em cerca de duas centenas de países e com mais de 2.500 ensaios, este grupo mantém viva a etnografia, as tradições e os costumes de uma freguesia ligada à arte da cerâmica.
“O nosso grupo Folclórico está ligado a todas as atividades da freguesia, é um impulsionador cultural em Alvarães. Tem consigo a alma das nossas tradições e costumes. Os seus elementos são muito unidos e dinâmicos. Desenvolvem muitas atividades por amor e de forma voluntária. É de louvar, sobretudo, a dedicação dos jovens da freguesia, que estudam fora do concelho e dedicam todo o tempo que têm à etnografia. É um trabalho que tem de ser reconhecido e preservado para as futuras gerações”, realçou Fernando Martins.
Em Outubro de 1968, por iniciativa do seu primeiro fundador, Adelino Lário, e com o principal propósito da preservação e divulgação da etnografia da freguesia, surgiu o Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Alvarães.
Passados 50 anos é composto por meia centena de elementos com idades entre os 4 e os 84 anos e realiza atividades contínuas durante todo o ano.





















