III edição do Festival Gastronómico do Cordeiro à moda de Monção conta com 21 restaurantes
06 Outubro 2016, 15:14
Vinte e um restaurantes de Monção vão participar, em dois fins de semana de outubro, no festival dedicado ao cordeiro, ex-líbris da gastronomia local.
O festival dedicado ao cordeiro (cabrito ou anho) vai decorrer nos fins de semana de 08 e 09, 15 e 16 deste mês e representa um investimento municipal de 40 mil euros.
Além dos dois fins de semana de festival, o programa da terceira edição da ação de promoção daquele produto apresenta ainda como novidades a criação de um espaço de degustação daquele pratom na praça Deu-La-Deu, em pleno centro histórico de Monção.
Inicialmente associado ao consumo familiar em dias festivos, o Cordeiro à Moda de Monção, de arroz pingado e com nome ousado “Foda à Monção”, tornou-se, desde há vários anos, uma referência na gastronomia do concelho e é servido em pequenos alguidares de barro.
A história da designação local daquele prato prende-se com o hábito dos habitantes do concelho que não possuíam rebanhos de se dirigirem às feiras para comprar o gado.
“Como em todas as feiras, havia de tudo, bons e maus, a verdade é que os produtores de gado, quando levavam o gado para a feira queriam vendê-lo pelo melhor preço. Para que os reixelos parecessem gordos, punham-lhes sal na forragem, o que os obrigava a beber muita água. Na feira, apareciam com uma barriga cheia de água e pesados, parecendo realmente gordos. Os incautos que não sabiam da manha compravam aqueles autênticos sacos de água e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira do Minho: que foda!”, reza a história.
Segundo aquela autarquia do Alto Minho “o termo tanto se vulgarizou que o prato passou a designar-se, localmente, por foda”.
“De tal modo que é frequente, pelas alturas festivas (Páscoa, Corpo de Deus, Senhora das Dores e Natal ou Fim de Ano) ouvir as mulheres: Ó Maria, já meteste a foda?”.
A conclusão do processo de certificação do Cordeiro à moda de Monção, a cargo da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) está, segundo Augusto Domingues, “para muito breve, talvez ainda este ano, e vai garantir a qualidade e autenticidade do prato”.





















