EMISSÃO ONLINE
OUVIR..
Regional

IPVC garante que “não há danos” nas ruínas do Convento de São Francisco do Monte

Andrea Cruz

05 Dezembro 2018, 12:24

Acessibilidade

Publicidade

O presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), Rui Teixeira, garantiu hoje à Rádio Alto Minho que “não há danos nas ruínas” do Convento de São Francisco do Monte, resultantes da limpeza de um terreno privado situado na envolvente daquele monumento, propriedade do politécnico.

Alertado pela RAM sobre eventuais danos causados nas ruínas do convento, na sequência de alertas lançados nas redes sociais por cidadãos que passaram no local e de aperceberam dos trabalhos de limpeza daquela zona florestal, Rui Teixeira adiantou ter enviado hoje ao local um engenheiro civil e um arquiteto do IPVC que concluíram “não terem ocorrido danos significativos”, no monumento.

“Estão a abater árvores, na envolvente do convento. O galho de uma árvore terá tocado numa esquina do convento, mas sem grande significado. Não se danificou nada da ruína. Apenas uma pedra, junto a uma cornija deslocou-se, mas vai ser recolocada. O próprio madeireiro, contratado pelo proprietário do terreno privado, já contactou um empreitado que vai reparar quer os muros dos terrenos vizinhos quer”, explicou Rui Teixeira.

O presidente do IPVC frisou que os trabalhos de abate de árvores é da responsabilidade de um privado, proprietário de terrenos situados na envolvente do Convento de São Francisco do Monte.

“Os muros derrubados são de terrenos contíguos ao convento. Não são propriedade do IPVC. De qualquer forma o madeireiro a quem foi entregue o trabalho já contratou um empreito para refazer esses muros e recolocar a pedra da ruína do convento que foi deslocada”, realçou.

Em causa está um imóvel datado do século XIV, adquirido em 2001 pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), situado na encosta do Monte de Santa Luzia, e que se encontra há anos votado ao abandono e à espera de uma reabilitação que poderá custar mais de oito milhões de euros.

A intenção do IPVC passa por transformar o convento secular num espaço de retiro para formação ou criação artística mas, por falta de financiamento, o projeto ainda não saiu do papel.

O avançado estado de degradação do imóvel implicará uma intervenção dispendiosa, mais facilitada após as falhadas tentativas de classificação do imóvel junto da Direcção-Geral do Património Cultural, que mandou arquivar o processo.

Apesar da degradação que tomou conta do que resta do convento, entre peças vandalizadas ou mesmo roubadas, o IPVC “mantém uma vigilância e manutenção possíveis”.

Antes de chegar as mãos do IPVC, e com a extinção das ordens religiosas, o convento foi comprado em hasta pública em 1834, pelo Visconde de Carreira, que o transformou em exploração agrícola. A partir da década de 60 do século XX, o espaço conventual entrou em progressivo estado de degradação e, em 1987, o seu último proprietário, Rui Feijó, doou-o à Misericórdia local.

Publicidade

Rádio Alto Minho - Lusomotor
Rádio Alto Minho - QUEEN (individual)
Rádio Alto Minho - Eugenia Lopes (individual)
Rádio Alto Minho - Census – noticia
Rádio Alto Minho - BLISQ CREATIVE – Soluções de Web design, Publicidade e Marketing

Publicidade

Rádio Alto Minho - Solar Merufe (banner noticias)
Rádio Alto Minho - Fabrika (noticias 02)
Rádio Alto Minho - RB MOTOR
Rádio Alto Minho - Cerqueira’s
Rádio Alto Minho - Eletro Borlido
Rádio Alto Minho - Crédito Agricola
Rádio Alto Minho - Biojaq NOTICIAS individual

Siga-nos

Comentários

Publicidade