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José Maria Costa saúda inicio de demolição de antigo armazém da Quimigal ansiada “desde o final da década de 90, do século passado”

Andrea Cruz

04 Novembro 2019, 17:28

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O presidente da Câmara de Viana do Castelo manifestou-se hoje "muito satisfeito" com o início da demolição do antigo armazém da Quimigal, na frente ribeirinha, considerando tratar-se do projeto de reabilitação "mais importante dos últimos anos" na capital do Alto Minho.

José Maria Costa disse tratar-se do projeto “mais importante dos últimos anos em Viana do Castelo, que prevê a requalificação de um quarteirão, ansiada pela câmara municipal desde o final da década de 90, do século passado”.

O imóvel, antigo armazém da Quimigal Adubos, em avançado estado de degradação, devoluto e abandonado há mais de três décadas, está situado junto à antiga doca comercial onde está atracado o navio museu Gil Eannes.

Num investimento privado estimado em 10 milhões de euros, o edifício começou hoje a ser demolido para posterior construção de 22 apartamentos de luxo e duas lojas comerciais.

O diretor geral da Reabilitar Viana, Fernando Peixoto, explicou “ter sido hoje iniciada a demolição das paredes e telhado do imóvel, intervenção que estará concluída dentro de cerca de duas semanas”.

O responsável referiu que “concluída a demolição, será iniciada a fase de sondagens arqueológicas, seguindo as escavações para construção da cave e dos andares do edifício Marina”.

Para o autarca José Maria Costa, a “proposta do promotor vai ao encontro da estratégia da câmara municipal que, desde o final na década de 90, procurava um privado que pudesse desenvolver um projeto que transformasse a silhueta marginal da frente ribeirinha”.

“Este projeto reúne as duas condições fundamentais num processo de reabilitação do centro histórico. Atrair mais pessoas, imprimir mais vida comercial e requalificar um pavilhão que se encontrava em muito mau estado e a dar uma má imagem da paisagem urbana”, reforçou.

Para aquela zona da cidade está ainda prevista a construção de uma marina atlântica, para navios de cruzeiro, cujo concurso público, segundo o autarca socialista, deverá ser lançado no “início de 2020”.

José Maria Costa explicou que “o município aceitou a descentralização de competências no domínio das áreas portuárias, estando em curso negociações entre a autarquia e Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

“Neste momento, está a ser ultimado o processo de transferência dos terrenos associados à área portuária para domínio municipal para que, no início do próximo, a câmara possa iniciar o procedimento concursal com vista à atribuição a privados da concessão da infraestruturação e exploração da marina atlântica”, especificou o autarca social, estimando que o investimento poderá rondar “os três a cinco milhões de euros”.

Em causa está a doca de recreio, a jusante da ponte Eiffel, e a construção, na doca comercial, de uma marina atlântica, para embarcações de maior dimensão.

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