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Júlia Paula diz que não foi fácil decisão de se candidatar às autárquicas de outubro

Rádio Alto Minho

21 Maio 2017, 22:14

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A candidata do PSD à Câmara de Caminha, Júlia Paula Costa afirmou, na apresentação oficial da candidatura, que não foi fácil a decisão de  voltar a concorrer às autárquicas de outubro e prometeu “mudar o rumo do concelho” . Como  prioridades escolheu o Plano Diretor Municipal (O PDM),  a criação de emprego e o desenvolvimento económico.

“Esta não foi uma decisão fácil, mas a partir do momento em que a tomei eu estou aqui de alma e coração. É sobretudo uma história de amor convosco e com o concelho de Caminha” confessou Júlia Paula, afirmando que os seus verdadeiros adversários “são os problemas que ensombram o futuro dos caminhenses”.

Um desses problemas, apontou, a dívida do município “verdadeiramente assustadora”.

“Temos um problema para resolver e este é um problema sério. Deixamos nos cofres 2,5 milhões de euros e deixamos empréstimos de médio e longo prazo. Pois claro que deixámos. Se nós deixamos obra e investimento é óbvio que deixamos endividamento correspondente a esses investimentos”, disse Júlia Paula salientando que “agora o que está a acontecer é grave. Pois não há investimentos e a divida a curto prazo cresce desalmadamente”. “Não podemos continuar a não investir e no momento de pagar dizer às nossas juntas de freguesia e aos nossos fornecedores que não há dinheiro para pagar e que esperem se quiserem. Isto não pode acontecer. Não pode acontecer!”

E “estes quatro anos são um vazio, não há obra. Mas mais grave é quererem apagar toda a obra que nós fizemos como se ela não tivesse existido e, pior, como se ela não prestasse para nada e que não tivesse servido a população”, criticou a candidata.

Referindo-se ao Plano Diretor Municipal (PD), Júlia Paula considera que o que aconteceu no concelho “foi arrasador”. “Tínhamos a noção de que precisava ser revisto. Agora não vale revê-lo a todo custo ou por agenda politica do executivo”.

Este plano para a candidata tem de “constituir para os municípios uma forma de incentivo ao desenvolvimento nas varias áreas. Temos um PDM que é o único no distrito que reduz a área da construção. O que acontece neste momento são pessoas altamente prejudicadas no seu património e nos seus bens. Isto é lesar o interesse das famílias e do concelho de Caminha pois perdemos valor em relação aos outros municípios”. Por isso para Júlia Paula “reverter esta situação é a primeira prioridade”.

“Nós fizemos obra agora é preciso dar-lhe vida. Temos que criar emprego, criar investimento, fixar aqui fabricas. Temos ideias e temos projetos. Há doze anos eu disse que ia fazer obra e fiz. Agora eu digo vamos ter um concelho com vida, com gente e com riqueza”, garantiu a candidata que salientou que isto se faz “não com propaganda, marketing e ideias eleitoralistas”. É “com presença completa de alma e coração no concelho de caminha, não é com a cabeça mais a sul”.

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