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Linha “Crianças em perigo” recebeu mais de 2700 comunicações no último ano

Rádio Alto Minho

17 Maio 2021, 10:00

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Segundo a presidente da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens, a linha telefónica “Crianças em perigo” recebeu 2702 queixas entre 19 de maio de 2020 e a passada sexta-feira.

Rosário Farmhouse referiu que num ano, a linha “Crianças em perigo” recebeu 1.006 denúncias e 1.696 queixas registadas num formulário preenchido “online”.

A presidente da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens revelou que “todas as comunicações que chegaram tinham fundamento” e levaram à abertura de processos. Acrescentou ainda que a maioria das queixas foram feitas por adultos: “Têm aparecido mais através de familiares e vizinhos tanto a linha, ou o formulário. Tem sido usado de forma anónima, por pessoas que são próximas e que têm medo de represálias”.

Existem ainda crianças que contactam a linha e jovens que enviam e-mails a fazer perguntas.

As principais queixas reportadas são as de violência física, psicológica e emocional, negligência e abandono.

Rosário Farmhouse refere que o confinamento causado pela pandemia da covid-19 teve um impacto negativo nas crianças, afirmando que ao estarem “tantas horas fechados em casa, a violência aumentou. As famílias que já eram frágeis viram a situação agravar-se”. A presidente da Comissão ressalvou ainda que o desemprego dos pais também provou sofrimento nos mais novos, e que os efeitos da pandemia “vão permanecer no tempo”.

O número da linha “Crianças em perigo” é o 961 231 111 e o formulário está disponível no “site” da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco.

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