Os vereadores do PSD, Hermenegildo Costa e Paula Cristina Veiga, justificaram a abstenção “com a falta de todos os elementos” sobre o documento, considerando “tratar-se de uma matéria fundamental e estruturante para o funcionamento de toda a atividade autárquica”.
“Os vereadores da oposição foram chamados a intervir no sentido de tomarem conhecimento sobre os assuntos e para fazer propostas, no âmbito do Estatuto do Direito da Oposição (Lei nº 24/98), não tendo participado em todo o processo. Nessa medida não têm um conhecimento pormenorizado e aprofundado das matérias em causa, o que, por si só, impossibilita a corresponsabilização cabal no processo”, sustentam.
Explicam não ter votado contra por defenderem que o documento contém “aspetos estruturantes que convergem, grosso modo, com os interesses e necessidades dos munícipes do concelho”.
Já Manuel Moreira, da CDU, que hoje substituiu a vereadora eleita, Cláudia Marinho, explicou que o partido “tem algumas divergências de fundo com a gestão camarária, essencialmente a questão da água”.
“Na nossa opinião vai ser prejudicial para as populações e para os trabalhadores dos serviços municipalizados”, sustentou, adiantando que “orçamento não reflete o que na realidade vai implicar a transferência de competências do Estado para as autarquias”.
“Como a autarquia aderiu à transferência de competências, não sabemos bem quais vão ser as implicações que isso possa vir a ter no orçamento”, referiu.