Mais de 50 mil pessoas assistiram ao cortejo das Festas de Nossa Senhora da Agonia
21 Agosto 2016, 21:22
Mais de 50 mil pessoas assistiram, este domingo, ao cortejo histórico-etnográfico das festas de Nossa Senhora da Agonia que durante mais de três horas e meia percorreu as principais artérias de Viana do Castelo. O número foi revelado pela vereadora da Cultura da Câmara Municipal, Maria José Guerreuro, no final do desfile onde participaram mais de três mil figurantes.
“Foi um cortejo maior do que o costume. Um desfile ao espetáculo, ao vivo, dos usos costumes e tradições”, referiu.
Já o presidente da Câmara, José Maria Costa adiantou que mais de um milhão de pessoas passou por Viana do Castelo, em três dias de festas da Senhora d’Agonia.
De acordo com o socialista José Maria Costa este ano a romaria “tem mais gente que o ano passado” o que a torna “num fenómeno, no país, pela tradição, autenticidade e genuinidade do traje à Vianesa e das festas”.
O autarca, que falava no final do cortejo histórico-etnográfico que durante mais de três horas e meia percorreu as principais artérias da cidade, realçou o “entusiamo e alegria” dos mais de três mil figurantes e da vontade “das pessoas em participar” nos diversos números da romaria.
“É por isso que as nossas festas são diferentes. Toda a Viana quer participar é isto que nos distingue. É isto que é único e que faz vir multidões a Viana”, sustentou.
No final do cortejo, em declarações aos jornalistas o ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, que assistiu, pela primeira vez a um dos números mais emblemáticos daquela romaria, afirmou “não ser por acaso que a imagem do país tem muito presente a imagem do traje de Viana”.
O governante disse ter ficado “comovido” e “movido por toda a alegria” a que assistiu durante o cortejo.
“Fiquei comovido e movido por toda a beleza de conceção dos carros, dos desfiles, dos trajes e pela chieira (termo minhoto que significa orgulho, vaidade) ”, disse.
Durante a manhã, o ministro Luís Filipe de Castro Mendes visitou o Museu do Traje, o Museu de Artes Decorativas e o Convento de São Domingos onde visitou o túmulo de Frei Bartolomeu dos Mártires.
O embaixador do Japão em Portugal, Hiroshi Azuma, que assistiu ao desfile a convite do autarca local, disse ter presenciado um desfile “maravilhoso”.
“Fiquei muito comovido. Gostei muito do traje, da filigrana e da participação das pessoas, mais de três mil pessoas”, sublinhou.
Com o tema “Gigantones e Cabeçudos”, o cortejo histórico-etnográfico percorreu de mais de três quilómetros, integrando um total de 28 gigantones e 29 cabeçudos, de todo o tipo, que retratam figuras míticas ou santos.
Os gigantones são figuras humanas de grandes dimensões suportadas por uma estrutura com a forma de um corpo e onde o homem que o manuseia se introduz, carregando o boneco apoiado nos seus ombros. Os movimentos são dificultados pelo peso e pelo desequilíbrio, mas procuram andar ao som do ritmo da festa.
São acompanhados por cabeçudos, rapazes vestidos de forma desleixada, nos quais sobressai a enorme cabeça usada como.
No total, o desfile integrou cerca de 165 quadros temáticos, mais de 30 carros alegóricos e “mais de 3.000 figurantes”.






















