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Mais de 50 pessoas em vigília contra fecho de CAT Benjamim de Seixas

Rádio Alto Minho

28 Março 2018, 0:08

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Mais de meia centena de pessoas participaram, hoje, numa vigília promovida pelas 15 trabalhadoras do Centro de Acolhimento Temporário (CAT) para crianças e jovens em risco de Seixas, Caminha, para contestar o anunciado encerramento daquela estrutura.

“Não vamos baixar os braços. Acreditamos que podemos reverter o encerramento anunciado pela Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Viana do Castelo”, afirmou Cândida Falcão.

O encerramento daquele equipamento, conhecido como CAT Benjamim, foi anunciado no início de março pela APPACDM de Viana do Castelo, responsável pela gestão daquela estrutura.

Na altura,  o presidente da APPACDM de Viana do Castelo, Luiz Costa, explicou que o CAT Benjamim “é a única resposta da instituição que não é vocacionada para a área da deficiência e que acumulou, desde 2008 um défice crónico, com dívidas superiores a 400 mil euros”.

Adiantou que “as 11 crianças e jovens em risco, atualmente a residir naquele centro vão ser encaminhadas para a resposta mais próxima” e que “algumas das 15 trabalhadoras serão recolocadas noutras respostas que a instituição tem no Alto Minho, sendo que “com outros será negociado o despedimento”, sem especificar o número de trabalhadores naquela situação.

Os participantes na vigília de hoje, que teve início cerca das 19:30 junto ao clube de remo de Caminha e terminou no terreiro daquela vila, onde durante mais de uma hora se fizeram ouvir várias intervenções, empunharam velas e exibiram um cartaz onde se podia ler “Uma comunidade, um lar, uma família”.



No final, em declarações aos jornalistas, a funcionária, de 55 anos, disse “existir força politica e pressão da comunidade” para evitar o encerramento daquela resposta social.

Questionada sobre ações futuras a realizar pelas 15 trabalhadoras, Cândida Falcão, funcionária do CAT Benjamim desde 2002, escusou-se a avançar pormenores sobre as iniciativas que estão a ser planeadas.

Presente na iniciativa o presidente da Junta de Freguesia de Seixas, Rui Ramalhosa sublinhou a importância da continuidade da estrutura que funciona há 15 anos na freguesia.

“Estas crianças ajudam a garantir o funcionamento escola da freguesia. Permanecem mais do que um ano na instituição e acabam por se integrar na comunidade e também nas escolas”, destacou, lamentando o insucesso das tentativas realizadas para encontrar nova instituição, interessada dar continuidade ao centro.

“Já foi tentando que várias instituições ficassem com o CAT Benjamim, não há vontade. Não possível essa substituição de entidades”, referiu, adiantando que o fecho da estrutura irá ter outras consequências.

“A Casa de São Bento, proprietária do edifício perderá a renda de cerca de 10 mil euros anuais”, disse, garantindo que a autarquia irá “continuar a lutar pelo CAT Benjamim, para que Seixas permaneça com vida e com toda a juventude que beneficia a freguesia”.

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