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Marcelo Rebelo de Sousa rebatiza Viana como Rainha do Lima

Rádio Alto Minho

22 Abril 2017, 15:31

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa,  rebatizou  hoje Viana do Castelo como Rainha do Lima e não Princesa do Lima .

“Acho que princesa é curto. Para mim é Rainha do Lima”, afirmou o chefe de Estado perante mais de mil jovens de todo o país, dos Açores e da Madeira reunidos no 15.º Encontro Nacional de Associações Juvenis (ENAJ) que está a decorrer até domingo no centro cultural de Viana do Castelo.

Marcelo fez questão de felicitar “de forma muito especial” o presidente da Câmara, José Maria Costa “por ter conseguido acolher num local tão bonito, arquitetonicamente tão estimulante o maior encontro de juventude que se realiza em Portugal”.

“Sinto-me muito feliz por estar aqui. Recordo-me de vindas,várias vezes, às festas da Senhora  da Agonia, recordo-me do que aqui convivi ao longo da minha  infância e adolescência”, referiu.

Dirigindo-se aos jovens presentes no centro cultural de Viana do Castelo, Marcelo Rebelo de Sousa apelou ao fim da “violência verbal e física” na sociedade e também no desporto quando falava de solidariedade e inclusão social num encontro nacional de Juventude.

“Não faz sentido. O desporto é uma escola de civismo não pode ser um palco de lutas estéreis. Não faz sentido. Também aí o vosso papel é essencial”, apelou o chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que a solidariedade e inclusão oscila é uma das cinco questões que disse preocuparem à juventude portuguesa, a par do emprego, a relação com a política, preocupais ambientais e o relacionamento com uma sociedade envelhecida.

Disse que os jovens têm que “estar na primeira linha em matéria de refugiados, de combate à pobreza e exclusão social, na primeira linha do combate às desigualdades sociais, regionais, da aproximação e do diálogo na sociedade portuguesa, da pacificação”

“Não compreendo, francamente, não que haja, obviamente, posições diferentes numa sociedade democrática, mas que o clubismo chegue ao ponto de gerar violência. A violência verbal e física. Penso que todos devemos apelar todos os dias, em especial, em certos dias, contra a violência verbal e física, em tudo. Na sociedade naquilo que é o combate de ideias mas também no desporto”.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que Portugal está a viver, atualmente, um momento de estabilidade das instituições e de pacificação da sociedade portuguesa.

“Nós estamos a viver, hoje, em Portugal, um momento que eu considero ser um momento de estabilidade e pacificação. De estabilidade das instituições e de pacificação na sociedade portuguesa, que não quer dizer unanimismo. Cada um pensa pela sua cabeça e tem ideias diferentes. Mas temos de saber construir todos os dias essa pacificação, essa solidariedade. Todos os dias. E o papel fundamental pode também ser o vosso, porque vocês têm condições de vida que outros não têm”, afirmou

Marcelo Rebelo de Sousa,  falava de solidariedade e inclusão social uma das cinco questões que disse preocuparem à juventude portuguesa, a par do emprego, a relação com a política, preocupais ambientais e o relacionamento com uma sociedade envelhecida.

O Presidente da República manifestou-se confiante de que dentro de dez anos haverá mais emprego e apelou a uma maior qualificação dos jovens como forma de encontrarem mais saídas profissionais.

“Primeira pergunta. Vai haver lugar ou não no Portugal futuro, a começar no futuro imediato, para aquilo que é o sonho de cada um em termos de começo da sua vida profissional e comunitária? A minha resposta é: Vai, vai”, afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que o país “saiu de uma crise com muito desemprego e, sobretudo, com muito desemprego jovem” e que “agora” começam a aparecer “os primeiros resultados de criação de emprego e de diminuição de desemprego”.

“A atividade económica, disse ontem (sexta-feira) o Banco de Portugal acelera de mês para mês.

Há cinco meses que há uma tendência ascendente. Mas há coisas que vocês podem fazer. Vocês podem e devem qualificar-se ainda mais. Permanentemente. Mais qualificados têm maior saída profissional”, reforçou.

Apelou ainda a mais inovação e empreendedorismo, disse que os jovens “podem e devem apostar num contributo para a criação de emprego”.

“Eu acredito que daqui por dois, três, quatro, cinco, dez anos haverá mais e melhores condições para responder a essa vossa pergunta. Eu tenho a saída profissional, pessoal e comunitária que sonhei? ”, acrescentou.

Sobre o futuro, o presidente da República disse ser “ otimista, não irritantemente otimista mas realistamente otimista” por considerar que Portugal “é um país excecional” que “passa, às vezes, o tempo a minimizar o que faz”, adiantando que “todos os dias” há notícias do sucesso dos portugueses, no país e no estrangeiro.

“De vez enquanto dizem-me. Lá está o presidente a exagerar. Lá está o presidente a criar ilusões. Lá está o presidente a dizer isto para nos sentirmos melhor. Não. Eu digo isto porque sinto, porque sei, porque vejo”.

Marcelo apelou ao amor-próprio e auto estima dos portugueses porque “os que são considerados os melhores do mundo não são melhores do que nós” porque os portugueses “são tão bons ou melhores que os outros” e “não devem ter complexos”.

“Não é que não haja aspetos negativos a corrigir. Não é que não haja erros, fracassos mas há sucessos e vocês devem liderar a luta por esses sucessos”, apelou.

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