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MEU QUERIDO MINHO ENCANTADOR

Antero Filgueiras

03 Junho 2021, 9:00

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Nas muitas viagens que já tive a oportunidade de realizar, em sede do convívio com os indígenas locais, sempre faço questão de dizer: sou de Portugal, sou do MINHO, sou nascido e criado em Viana do Castelo.

Neste meu curto e despretensioso texto o que mais conta é o MINHO, região que, para mim, é um dos maiores tesouros de Portugal e, pela minha modesta parte, sempre tudo farei em favor da sua afirmação, desenvolvimento, qualificação e promoção, dentro e fora deste país que (ainda) é nosso.

O MINHO, espaço territorial enformado pelos distritos de VIANA e BRAGA é uma lindíssima região de dimensão igual ou até maior que outras regiões de turismo desta maravilhosa Europa (aquilo que dela felizmente ainda resta depois de duas horríveis guerras ocorridas no século XX) ;é um território onde o sol tem uma tonalidade sui generis, pois não fere os olhos – mesmo os verdes e azuis mais sensíveis das nórdicas – onde o verde é a cor dominante e se desdobra em múltiplas tonalidades ao longo do ano e as casas, mesmo aquelas “esdrúxulas”, desenhadas/projectadas pelos nossos “inginheiros da brôa”, que sempre desdenharam do valor da arquitectura popular, se arrumam num jeito muito característico. Contudo, por razões que aqui e agora não importa abordar, está muito carecido de maior atenção no campo da sua valorização turística, sob a sua marca natural: MINHO.

Gostaria de humildemente deixar clara a minha tese: não poderá essa valorização, contra a qual se manifestam muitos “terra tenentes” e personalidades com comportamentos similares aos caranguejos defensores do “orgulhosamente sós” (para não falar de outros erros), por demasiado grandiosa e imperiosa ser levada a cabo se não houver aquilo que é imprescindível e indispensável para o sucesso real de um qualquer território: vontade política, recursos humanos e recursos financeiros. Desta “equação”, objectivamente, apenas ainda não existe a “vontade política”, pois os outros dois elementos são fáceis de obter, pois existem. Haja a vontade política, pois ela, por si, é capaz de mover vontades, congregar, mobilizar e federar vontades, com um grande desígnio: fazer do MINHO, uma região, um destino de excelência no panorama turístico nacional e quiçá no panorama do noroeste peninsular.

E tal como em tudo na vida tem de haver um princípio, uma semente. A semente do MINHO já existiu, mas infelizmente os egos, as vaidades, as vontades de poder de dois insignificantes “galos” mataram essa semente. Mataram a semente, mas jamais matarão o sonho de o MINHO ser uma região de turismo independente, ou não fosse o MINHO o território onde PORTUGAL nasceu e onde PORTUGAL se fez: Guimarães e Arcos de Valdevez.

Temos eleições autárquicas à porta e com elas renova-se aquilo que nunca pode faltar: a esperança daqueles que anseiam ver o MINHO a caminhar pelos seus “próprios pés”, na direcção mais assertiva e em conformidade com os seus reais e efectivos interesses, a fim de que o todo deixe de ser uma mero e casuístico “soma das partes” e definitivamente se ponha um ponto final no nocivo “cada um por si e Deus por todos”, que apenas serve, a quem se serve desta errada e manifesta ausência de vontade política e de diálogo, à roda de uma mesa regada a verde. Estamos cansados de ver o MINHO viver dos “restos e sobras”, de ser apenas território de passagem ou pior ainda: ser o “complemento” do bem-estar do vizinho.

Urge, pois, mobiliar vontades futuras e dar uma solução imediata a este problema, consubstanciado num “inconseguimento” de vontade política; urge partilharmos o mesmo território e derrubar altos e desnecessários muros, que apenas servem interesses que não são os do MINHO, a fim de melhor servir as populações locais, os agentes empresariais e os turistas nacionais e estrangeiros, que deverão ser a luz central do nosso pensamento.

Aos agentes da Economia do Turismo do MINHO interessa sobremaneira, a fim de mais não continuarem a ver o “comboio a passar”; e para a afirmação de uma marca turística e económica com marca (made in) MINHO, uma indiscutível e inquestionável prioridade.

A saudável aspiração de independente afirmação e promoção de um território, uma identidade, uma cultura, é um imperativo categórico concretizar-se…….a bem do nosso querido MINHO.

 

ANTERO FILGUEIRAS

 

  1. O autor do artigo escreve de acordo com a antiga ortografia

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