Minho Digital revela caso de comerciante de Viana que se acorrenta nas instalações da EDP
31 Março 2017, 9:54
A notícia é avançada na edição de hoje do Minho Digital- Semanário do Alto Minho. Paulo Jorge Gonçalves Saraiva Amorim, proprietário de um café em Santa Marta de Portuzelo, por volta das 10.00 horas de segunda-feira chegou às instalações da EDP Distribuição na Praça da Galiza e depois de «em vão» falar com uma funcionária, surpreendentemente acorrentou-se a uma secretária.
Segundo aquele semanário, chamada a intervir a PSP, o comerciante, como pretendia, acabou por ser recebido por um administrador da empresa onde expôs as razões que ali o levavam.
O Minho Digital adianta que o comerciante queixa-se que em janeiro de 2016 investiu mais de 13 mil euros com instalação no seu estabelecimento de 26 painéis fotovoltaicos que, segundo a publicidade que o aliciou, alegadamente o excedente da energia produzida reverteria a favor da EDP que o reembolsaria.
Na prática seria uma forma de autofinanciamento para o consumidor. O problema, segundo o próprio, poderá estar no facto de, na altura da instalação, ter desistido da EDP e aderido a uma outra empresa. Porém, hoje Paulo Amorim está convencido que a YLSE (Enforce) poderá ser uma empresa do grupo EDP «na medida em que nem o contador foi mudado». «Quem tem que me pagar por esse excedente, conforme o contrato, é a EDP» – declarou ao Minho Digital.
De acordo com o semanário, o administrador da EDP, Eng. Carvalho, ouviu o comerciante e de imediato telefonou para Braga, solicitando que se deslocassem técnicos ao café a Santa Marta de Portuzelo para avaliar a situação – o que aconteceu passadas umas 2 horas. Segundo estes responsáveis, como nos disse o ‘acorrentado’ Paulo Amorim, «a EDP tem de ter o diagrama (gráfico do aparelho dos painéis solares) mas precisavam de levar um outro que estava no local para fazerem as comparações». O comerciante aceitava que eles ali fizessem a leitura, mas «não autorizava que o mesmo fosse retirado» pelo eng. Paulo Torrão que ali se deslocara desde Braga.
O Minho Digital acrescenta que foi prometido ao comerciante uma informação logo que possível de modo a ser esclarecida a situação. De registar que Paulo Amorim tem feito várias reclamações desde o ano passado, não só na própria EDP, como na linha telefónica apropriada, mas também em exposições por escrito.
À hora de fecho desta edição do Minho Digital já não foi possível falar com um responsável da EDP Distribuição, o que tentaremos fazer para a próxima publicação.






















