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Ministra do Mar vem a Viana para resolver impacto de parque eólico flutuante na pesca

Rádio Alto Minho

23 Novembro 2018, 18:40

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O presidente da Câmara de Viana do Castelo avançou hoje que a Ministra do Mar vai promover uma reunião, na tarde de 06 de dezembro, no edifício da autarquia para tentar de minimizar os impactos do parque éolico flutuante Windfloat Atlantic e conciliar aquele projeto  com a atividade piscatória na região.

A reunião foi marcada , esta sexta-feira, durante um encontro realizado no Ministério do Mar, em Lisboa entre Ana Paula Vitorino, o autarca José Maria Costa e 15 armadores da região para esclarecer o impacto de um projeto de aproveitamento da energia das ondas orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP Renováveis.

José Maria Costa disse ter ficado hoje clara a ideia da ministra do Mar de compatibilizar o projeto do parque eólico flutuante com a atividade piscatória da região.

“A reunião decorreu num ambiente muito construtivo e ficou clara a ideia da senhora ministra de compatibilizar as duas funções, procurando-se, agora, com a EDP Renováveis, encontrar a melhor forma de se acertar todas as questões técnicas”, afirmou o autarca socialista.

“Saio muito satisfeito desta reunião e também pressenti, da parte dos pescadores, um ambiente muito favorável pela forma como a ministra se inteirou destes problemas e da necessidade de haver uma compatibilização. É esse exercício que se vai fazer, um exercício de compatibilização entre o projeto da EDP Renováreis e também as áreas afetas à pesca artesanal”, acrescentou.

O presidente da câmara  explicou que até à realização do próximo encontro “vai ser feito um levantamento rigoroso, para permitir uma avaliação mais rigorosa de todas as implicações, na tentativa de minimizar os impactos e conciliar as duas funções”.

A reunião de hoje foi convocada por Ana Paula Vitorino, na sequência de um pedido feito, na segunda-feira, pelo autarca da capital do Alto Minho, após ter sido confrontado com as “preocupações” de 15 armadores de Viana do Castelo, Caminha, Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Esposende e das associações Vianapesca e Promar.

Na altura, José Maria Costa referiu que os pescadores contestam a localização das plataformas do parque eólico flutuante “por afetar o espaço de instalação das artes de pesca de 15 embarcações, das quais dependem mais de 140 famílias”.

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