A reunião foi marcada , esta sexta-feira, durante um encontro realizado no Ministério do Mar, em Lisboa entre Ana Paula Vitorino, o autarca José Maria Costa e 15 armadores da região para esclarecer o impacto de um projeto de aproveitamento da energia das ondas orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP Renováveis.
José Maria Costa disse ter ficado hoje clara a ideia da ministra do Mar de compatibilizar o projeto do parque eólico flutuante com a atividade piscatória da região.
“A reunião decorreu num ambiente muito construtivo e ficou clara a ideia da senhora ministra de compatibilizar as duas funções, procurando-se, agora, com a EDP Renováveis, encontrar a melhor forma de se acertar todas as questões técnicas”, afirmou o autarca socialista.
“Saio muito satisfeito desta reunião e também pressenti, da parte dos pescadores, um ambiente muito favorável pela forma como a ministra se inteirou destes problemas e da necessidade de haver uma compatibilização. É esse exercício que se vai fazer, um exercício de compatibilização entre o projeto da EDP Renováreis e também as áreas afetas à pesca artesanal”, acrescentou.
O presidente da câmara explicou que até à realização do próximo encontro “vai ser feito um levantamento rigoroso, para permitir uma avaliação mais rigorosa de todas as implicações, na tentativa de minimizar os impactos e conciliar as duas funções”.
A reunião de hoje foi convocada por Ana Paula Vitorino, na sequência de um pedido feito, na segunda-feira, pelo autarca da capital do Alto Minho, após ter sido confrontado com as “preocupações” de 15 armadores de Viana do Castelo, Caminha, Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Esposende e das associações Vianapesca e Promar.
Na altura, José Maria Costa referiu que os pescadores contestam a localização das plataformas do parque eólico flutuante “por afetar o espaço de instalação das artes de pesca de 15 embarcações, das quais dependem mais de 140 famílias”.