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Ministro das Infraestruturas não faz promessas sobre requalificação de estradas nacionais entre Valença, Monção e Melgaço

Rádio Alto Minho

16 Junho 2020, 22:50

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O ministro das Infraestruturas disse que hoje que não faz promessas relativamente a obras de requalificação da Estrada Nacional (EN)101, de Valença até Monção, e da EN 2020, de Monção até São Gregório, em Melgaço, nem sobre o prolongamento da A28 para norte.

Em Paredes de Coura, onde consignou a construção da ligação da zona empresarial de Formariz à A3 , e quando questionado sobre os apelos feitos na segunda-feira pelo autarca socialista de Melgaço para uma “urgência crucial”  de reabilitação daquelas vias, Pedro Nuno Santos respondeu:

“Não faço promessas dessas. Ainda temos necessidades em matérias de rodovia.  Esses investimentos tem de ser avaliados e analisados no quadro nacional e, por isso, não queria estar, nem estou em condições de fazer, nenhuma promessa ou assumir nenhum compromisso. Isso é um erro que, muitas vezes, nós, os políticos vamos cometendo e  depois defraudamos as expectativas. Há um trabalho permanente a fazer, de aferição das necessidades e depois de definição das prioridades dentro capacidades orçamentais que temos, que não são ilimitadas”, afirmou o governante.

Pedro Nuno Santos disse que o Governo procurará “dar respostas às necessidades” e reconheceu que “há ainda muito trabalho a fazer também no distrito de Viana do Castelo”.

“Temos de o fazer dentro das capacidades orçamentais do Estado português. A União Europeia já não financia obra rodoviária o que torna ainda mais difícil a nossa tarefa porque estes investimentos dependem exclusivamente do Orçamento Geral do Estado o que limita a nossa capacidade, mas nós temos a consciência que as necessidades ainda são muitas”, referiu.

Na segunda-feira, o autarca socialista de Melgaço, Manoel Batista disse esperar que no próximo quadro comunitário de apoio seja reforçado “o investimento nas zonas de fronteira, tanto do lado português, como do galego”.

“Que os governos português e espanhol tenham noção exata que neste território há mais de uma década que não se fazem investimentos estruturantes”, afirmou o autarca socialista.

Segundo Manoel Batista, “do lado português há uma urgência crucial, a reabilitação bem feita, bem pensada da Estrada Nacional (EN)101, de Valença até Monção, e da EN 2020, de Monção até São Gregório, em Melgaço”.

“Exigimos. É um direito destes municípios que há muito tempo não têm qualquer tipo de investimento na rodovia. É um direito que a rodovia seja requalificada, devidamente requalificada”, reforçou aos jornalistas portugueses e espanhóis que marcaram presença numa conferência de imprensa realizada no meio da ponte internacional de Melgaço – Arbo.

Em fevereiro, o presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, voltou a reivindicar ao Governo a necessidade do prolongamento da A28 para norte.

“Em 2018, aquando da apresentação da segunda fase da empreitada de modernização do troço entre Viana do Castelo e Valença da Linha do Minho, tive a oportunidade de manifestar esta preocupação ao então senhor ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, solicitando que este tema fosse recolocado na agenda política e nos orçamentos nacionais, lembrando que a A28 termina no meio do nada e que já se perderam oportunidades de resolução no tempo de maior desafogo financeiro”, referiu, na altura, o autarca Fernando Nogueira.

Segundo o autarca, “a continuidade da A28 para norte de Vila Nova de Cerveira permitiria aliviar o tráfego, especialmente de veículos pesados de mercadorias que transitam na EN13, muitos dos quais com matérias potencialmente perigosas para as pessoas e para o ambiente, revelando-se um grande constrangimento para as freguesias do concelho circundadas por esta via”.

“Em determinados períodos do dia e, em particular, na época de verão, é um autêntico calvário atravessar a EN13 entre Valença e o acesso da A28 em Gondarém, pois há todo um volume de tráfego que vem desde os municípios de Melgaço, Monção e Valença, além de Espanha, através da fronteira entre Valença e Tui, na Galiza”, sustenta.

Fernando Nogueira recordou que “em 2010/2011, a EN13 foi alvo de uma beneficiação paliativa” e que “volvidos dez anos de enorme tráfego de viaturas ligeiras e, especialmente, pesadas, já é visível a degradação”.

“A curto prazo será uma autêntica picada africana. Urge uma intervenção rápida e profunda, mas que só por si não chegará para colmatar todos estes constrangimentos de tráfego. Além do poder local, o Governo também tem de contribuir para dar melhores condições a quem trabalha, a quem produz e a quem cria rendimento para a economia e para o país”, afirma Fernando Nogueira.

O autarca refere que “o município de Vila Nova de Cerveira é uma das âncoras da indústria da região Norte, com empresas sedeadas nos seus polos industriais a colocar o concelho no topo dos mais produtivos e geradores de riqueza entre os 86 municípios do Norte”, apontando ainda “o turismo como um setor em crescente desenvolvimento e que precisa de ser consolidado com as necessárias infraestruturas

Em abril de 2019, o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, José Maria Costa, defendeu, entre outros projetos viárias para a região, a inclusão do prolongamento da autoestrada A28 até Valença no Plano Nacional de Investimentos (PNI) 2030.

O troço da A28 entre Viana do Castelo e Vilar de Mouros, em Caminha, foi inaugurado em 2005 pelo então primeiro-ministro José Sócrates.

Aquele troço tem uma extensão de 25 quilómetros e custou cerca de 160 milhões de euros.

Além do prolongamento daquela autoestrada, José Maria Costa pediu, durante uma audição pública sobre o PNI 2030, realizada em Lisboa, a inclusão naquele documento “das ligações rodoviárias às áreas empresariais de Mogueiras, em Arcos de Valdevez e ao Minho Park, parque empresarial de Monção”.

 

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