Ministro do Ambiente diz que Paredes de Coura é “exemplo” na proteção da Biodiversidade
08 Fevereiro 2019, 17:35
O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes disse hoje que Paredes de Coura é um concelho “exemplar” na proteção da biodiversidade, apontando o caso da Casa da Biodiversidade, que hoje inaugurou em Castanheira.
A Casa da Biodiversidade está integrada no projeto “O Lobo e o Homem” que a Câmara de Paredes de Coura está a desenvolver e que representa um investimento superior a 138 mil euros, financiado por fundos do Norte 2020.
Aquele espaço pretende “apoiar e procurar soluções” que permitam um “equilíbrio no conflito universal e secular” existente entre o homem e o lobo.
O ministro referiu tratar-se de um projeto que demonstra “que é mesmo possível viver em conjunto”.
“Com este projeto, a Câmara de Paredes de Coura e os seus parceiros, conseguiram um equilíbrio em que vai ser possível proteger melhor os rebanhos, conservar melhor os bens das pessoas e conservar o lobo”.
João Pedro Matos Fernandes classificou aquele concelho do Alto Minho como um “farol que tanto se esforça pelo bem-estar dos seus habitantes como tem uma perspetiva em que o bem-estar desses habitantes passa por garantir a biodiversidade do concelho”.

O presidente Câmara de Paredes de Coura, Vítor Paulo Pereira, quer que a Casa da Biodiversidade seja entendida como “um espaço comum, do homem e do lobo”, onde o “diálogo” seja a ferramenta para encontrar “soluções que mitiguem o conflito existente entre a espécie e a população do concelho”.
“Já estamos a fazer esse trabalho. A oferecer às pessoas cães de gado, a ajudar as pessoas a preencherem candidaturas e arranjarem financiamento para fazerem vedações e cercas, e promover a gestão de 118 hectares do baldio de Castanheira, integrada na Área de Paisagem Protegida de Corno de Bico, prioritária para a preservação do lobo”, especificou.
A Casa da Biodiversidade resultou da recuperação do edifício de uma antiga sede de junta de freguesia de Castanheira.

O imóvel encontrava-se devoluto e “reabre portas transformado em Casa da Biodiversidade”, um espaço de “apoio aos proprietários lesados pelo ataque dos lobos e de investigação científica, uma vez que é nela que ficará instalada a base de campo do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genético da Universidade do Porto (CIBIO)”.
O projeto “O Lobo e o Homem” tem como parceiros a Associação Aldeia, o CIBIO, a Associação de Conservação do Habitat do Lobo Ibérico (ACHLI) e a colaboração do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).





















