Mordoma vai até ao espaço a bordo de balão de hélio para promover as festas de Nossa Senhora Agonia
30 Agosto 2016, 13:29
Uma mordoma em 3D vai subir, na quinta-feira, num balão de hélio até à estratosfera, a cerca de 35 mil metros de altitude, acoplada a uma caixa equipada com câmaras e sistemas de localização para mostrar promover as festas de Nossa Senhora d’Agonia.
“É uma forma simbólica de encerrar o período das festas de Nossa Senhora d’Agonia e dar nota da amplitude, quase universal, que já adquiriram”, afirmou a vereadora da Cultura da Câmara de Viana do Castelo, Maria José Guerreiro.
O balão de hélio terá acoplado uma caixa de esferovite, com câmaras para o registo de imagens e sistemas de geolocalização que permitam a sua recuperação e à qual será “presa” uma mordoma em 3D, com cerca de 20 centímetros.
O voo de promoção das festas da capital do Alto Minho vai acontecer na quinta-feira, às 09:30, na Praça da República, em pleno centro da cidade de Viana do Castelo.
“A Praça da República é o epicentro dos principais números da romaria”, explicou a responsável.
Segundo números avançados pela autarquia, a edição 2016, que decorreu entre os dias 19 e 21, recebeu mais de um milhão de visitantes.
O voo balão até aos 30.000 a 35.000 metros de altitude terá uma duração de cerca de 01:30. Já a queda terá uma duração estimada de 30 a 40 minutos.
A iniciativa, promovida pela autarquia, tem como parceiros três jovens empreendedores da cidade.
“Esta é uma vertente importante, a da criatividade em torno das festas. Mostrar que podem sempre surgir novos olhares e novas abordagens, preservando a tradição”, referiu Maria José Guerreiro.
A ideia de lançar o balão de hélio para promover a romaria foi lançada pelo projeto “Diverte” dos arquitetos Pedro Ribeiro e Rafael Nascimento e do técnico de impressão 3D João Cavalheiro que, durante as festas da Agonia, lançaram as primeiras cinco peças de “artesanato tecnológico” do traje à Vianesa.
“Este projeto vem ao encontro do artesanato tecnológico que desenvolvemos em torno do traje tão representativo da cidade e da região”, explicou Pedro Ribeiro.
O arquiteto explicou que, “ao subir, o balão vai registar imagens aéreas da mordoma em 3D com a cidade como pano de fundo e, na estratosfera, irá filmar a mordoma, com a curvatura da Terra como cenário”.
O balão, encomendado a uma empresa alemã da especialidade, “terá, em terra e quando cheio, entre 2 a 2,2 metros de diâmetro mas, na estratosfera, estima-se que atinja os oito a dez metros de diâmetro”.
Para Pedro Ribeiro a “grande aventura” vai ser recuperar a caixa com o registo das imagens, material a partir do qual “serão produzidos vários vídeos promocionais das festas”.
“Apesar de dispor de sistema de geolocalização, será imprevisível saber onde cairá. Se cair em terra teremos que a encontrar. Se cair na água o projeto prevê a colaboração da Polícia Marítima local para garantir a sua recuperação”, disse.
O lançamento do balão foi sujeito a licenciamento pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), pela NAV – Navegação Aérea de Portugal e pela Força Aérea Portuguesa, para o registo de imagens.





















