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Nova coreografia da vianense Olga Roriz estreia a 18 de setembro no Teatro Nacional D. Maria II

Rádio Alto Minho

31 Agosto 2020, 9:52

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A nova coreografia da vianense Olga Roriz, intitulada "Seis Meses Depois", estreia-se a 18 de setembro, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, e será incluída na digressão da companhia este ano e em 2021, com "Autópsia".

Depois da reflexão expressa em “Autópsia”, estreada em novembro do ano passado, sobre o impacto negativo que o ser humano tem vindo a causar ao planeta, “Seis meses depois” parte para a essência da Humanidade, informou a companhia.

“‘Seis meses depois’ é sobre a humanidade que perdura em cada um de nós, apesar de a sociedade nos consumir, formatar e massificar”, descreve, acrescentando que decorre num futuro próximo: “(…) algo humanos, semideuses ou heróis, imaginamos a nossa existência em sete personagens ao acaso”.

As personagens da nova coreografia – Zhora Fuji, Naoki 21, Dawnswir, Gael Bera Falin, Kepler 354, Priscilla Noir e Human Cat -habitam a cidade de Tannhauser, no ano de 2307, no planeta Terra 3, indica a informação.

A peça de dança estreia-se a 18 de setembro e será retomada nos dias seguintes, 19 e 20, no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, com o qual tem coprodução, a par da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão e do Município de Loulé.

“Caminhamos de intemporalidade em intemporalidade, num espaço celestial entre telas de cinema. A resiliência dos corpos de mãos dadas recupera os lugares ao longe, num presente que se escapa por entre os pés. Seis meses depois, uma entropia paira em todas as partículas. Tudo congelado! Já morremos, ou iremos morrer. Seremos breves como o primeiro sopro que engolimos à nascença”, escreve Olga Roriz, num texto sobre a peça.

No ‘site’ do Teatro Nacional, a apresentação da obra reforça a referência passagem do tempo, à atualidade, com um alerta de perigo imediato, que enquadra a nova coreografia: “Em 37 horas, 4 minutos e 12 segundos a Terra irá colidir com Júpiter. E lá se vai o microcosmos e o macrocosmos, o átomo, a molécula, os protões e os neutrões. Lá se vai a física quântica a epigenética e mais os rebuçados do Dr. Bayard. Lá se vão os genes homeóticos, a medicina ortomolecular e as radiações eletromagnéticas. Não haverá Chakra que nos valha nem coerência que nos salve. Não haverá chave genética que nos abra mais porta nenhuma. Adeus, humanidade.”

Esta criação tem direção de Olga Roriz e, como intérpretes, André de Campos, Beatriz Dias, Bruno Alves, Catarina Câmara, Francisco Rolo, Marta Lobato Faria, Yonel Serrano. A banda sonora e o vídeo são de João Rapozo, a seleção musical, de Olga Roriz e João Rapozo, a cenografia e figurinos são de Olga Roriz e Ana Vaz, o desenho de luz, de Cristina Piedade, a assitência de cenografia, de Daniela Cardante e, a assistência de figurinos e adereços, de Ana Sales.

A Companhia Olga Roriz irá em digressão a 26 de setembro, apresentando “Autópsia” na Fiqueira da Foz, a 03 de outubro, “Seis meses depois”, em Famalicão, a 31 de outubro, em Loulé, a 27 de novembro no Centro Cultural de Ílhavo, e em 2021, a 23 e 24 de janeiro, será a vez de “Autópsia” subir ao palco no Teatro Nacional de São João, no Porto, e a 13 de fevereiro no Teatro Municipal de Bragança.

Em 2015, Olga Roriz assinalou 20 anos da companhia em nome próprio e 40 anos de carreira, com a revisitação da peça “Propriedade Privada” (1996), no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

O seu repertório na área da dança, teatro e vídeo é constituído por mais de 90 obras.

Criou e remontou peças para o Ballet Gulbenkian, Companhia Nacional de Bailado, Ballet Teatro Guaira (Brasil), Ballets de Monte Carlo, Ballet Nacional de Espanha, English National Ballet, American Reportory Ballet e Alla Scala de Milão (Itália).

Nascida em Viana do Castelo, em 1955, Olga Roriz estudou ballet clássico e dança moderna com Margarida Abreu e Ana Ivanova, ingressou na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa e tornou-se primeira bailarina do Ballet Gulbenkian, onde foi depois convidada a coreografar.

Em 1995, viria a criar a Companhia Olga Roriz, atualmente instalada no Palácio Pancas Palha, cedido pela Câmara Municipal de Lisboa.

O seu repertório conta, entre outras, com as peças “Pedro e Inês”, “Inferno”, “Start and Stop Again”, “Propriedade Privada”, “Electra”, “Os Olhos de Gulay Cabbar”, “Nortada”, “Jump-Up-And-Kiss-Me”, “Pets”, “A Sagração da Primavera”, “Antes que Matem os Elefantes” e “Síndrome”.

Foi distinguida com a insígnia da Ordem do Infante D. Henrique (2004), Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores (2008) e o Prémio da Latinidade (2012), entre outros prémios.

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