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Novo presidente da Câmara de Ponte de Lima quer envolver sociedade civil na governação

Rádio Alto Minho

19 Outubro 2021, 17:16

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O novo presidente da Câmara de Ponte de Lima (CDS-PP) vai criar um Conselho Municipal de Estratégia e Futuro Sustentável, composto por personalidades “exteriores aos órgãos municipais e partidos”, para ajudar na tomada das “melhores decisões” para o concelho.

“Por ter consciência de que um bom trabalho, num município, depende do envolvimento de muita gente e de uma planificação e organização atempada, que seja capaz de ver para além da espuma dos dias, numa perspetiva também mais a longo prazo, é meu desejo criar um Conselho Municipal de Estratégia e Futuro Sustentável”, afirmou hoje Vasco Ferraz na tomada de posse dos órgãos autárquicos saídos das eleições autárquicas de setembro.

O CDS-PP, que é poder naquele concelho do distrito de Viana do Castelo desde o 25 de Abril, manteve-se à frente da Câmara, depois de ter vencido as eleições autárquicas de setembro, mas mudou de presidente devido à lei de limitação de mandatos.

Victor Mendes, de 58 anos, não pôde concorrer novamente à presidência por ter atingido o limite de mandatos (três consecutivos), tendo passado o testemunho para Vasco Ferraz, com 41 anos.

Segundo os resultados divulgados pelo Ministério da Administração Interna, depois de apurados os votos das 39 freguesias do concelho de Viana do Castelo, o CDS-PP alcançou 43,38% dos votos e conseguiu quatro mandatos autárquicos, o movimento Ponte de Lima Minha Terra (PLMT) 28,02% e dois mandatos, e o PSD conquistou 11,19% dos votos, ficando com um lugar no novo executivo municipal.

No discurso de tomada de posse, no auditório rio Lima, na vila que se intitula a mais antiga de Portugal, Vasco Ferraz explicou que o Conselho Municipal de Estratégia e Futuro Sustentável pretende ser “uma equipa, um grupo de trabalho composto por personalidades de reconhecido mérito que, exterior aos órgãos municipais e aos partidos, seja capaz de recolher experiência e formar uma visão estratégica que ajude o município à tomada das melhores e mais fundamentadas decisões”.

“Pretende-se igualmente, com este Conselho Municipal de Estratégia e Futuro Sustentável, trazer a sociedade civil para a discussão pública, num equilíbrio de poder desejável, para potenciar em simultâneo os papéis da autarquia e da sociedade, num futuro sustentável e de justiça social”, adiantou.

Vasco Ferraz disse que é objetivo da equipa que lidera “envolver pensadores e outros cidadãos que, pelos seus percursos de vida, experiência ou atividade presente, possam auxiliar no planeamento e implementação de estratégias e modelos de desenvolvimento mais ajustados à realidade” do concelho.

“Almejamos para Ponte de Lima um futuro com sustentabilidade, um futuro que só é possível com as pessoas e que só tem sentido se for partilhado pelo maior número de cidadãos. Um futuro também feito de proximidade, longe das distâncias que afastam, feito de olhos nos olhos e nunca de costas voltadas. Convidamos então todos os limianos a juntarem-se a nós na luta por um melhor futuro para Ponte de Lima e para os pontelimenses. Porque o futuro, o sucesso e o progresso faz-se com todos”, destacou o engenheiro civil.

A regeneração urbana, as acessibilidades e os transportes, a modernização dos serviços e das infraestruturas, o desenvolvimento rural, a preservação e exploração das florestas, a proteção civil e a segurança, o desporto e a juventude, a ação social e a saúde, o emprego e a economia, a promoção dos recursos endógenos, das atividades turísticas, a criação de produtos turísticos, a valorização do ambiente e dos espaços verdes, a afirmação e defesa da cultura serão as suas prioridades.

Na sexta-feira, o eleito pelo movimento PLMT anunciou ter renunciado ao cargo de vereador no executivo de maioria CDS-PP por “não ser solução” para o concelho.

“Eu concorri a presidente da Câmara de Ponte de Lima e não a vereador, pela segunda vez. Quando fui eleito vereador pela primeira vez aceitei assumir o lugar por ser um movimento ainda em afirmação. Desta vez, não tendo sido eleito, é porque Abel Baptista não é solução para os limianos”, disse à agência Lusa Abel Baptista.

O antigo deputado do CDS-PP e vereador cessante na Câmara de Ponte de Lima referiu que o eleitorado fez a sua escolha e que por não ter ganhado as eleições autárquicas de setembro “tem de sair do PLMT para dar liberdade total ao movimento nas soluções a encontrar e na discussão e reflexão que se impõe”.

Foto: Costa Lima

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