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Parque Nacional da Peneda Gerês vai passar a ter um “rosto”- Ministro Ambiente

Rádio Alto Minho

15 Agosto 2016, 23:35

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O Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG) vai passar a ter “um rosto e mais meios de prevenção” de incêndios florestais. O anúncio foi feito esta segunda-feira pelo ministro do Ambiente, Matos Fernandes, na Porta do Mezio, Arcos de Valdevez.

“Temos de estar mais próximos, ter mais meios para fazer prevenção durante o ano todo. O próprio parque tem de ter um rosto, que deixou de ter com a reforma feita há uns anos”, afirmou.

Matos Fernandes falava aos jornalistas no final de uma reunião com os autarcas dos concelhos do distrito de Viana do Castelo mais afetados pelos fogos, presidida pelo primeiro-ministro e na qual participaram ainda os ministros da Administração Interna e da Agricultura.

De acordo com os números avançados pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, nos incêndios dos últimos dias foram consumidos cerca de 1.800 hectares, cerca de 5,6% da área total de ambiente natural do PNPG.

Matos Fernandes defendeu a constituição de “equipas no terreno, mais próximas, que não só fazem o trabalho do dia a dia como quando surgem situações como as dos últimos dias estão na primeira linha de combate e acabam por ajudar os outros meios”.

Referiu “ter sido um erro ter afastado, às vezes, o próprio Instituto de Conservação da Natureza e da Floresta (ICNF) e as suas estruturas de gestão do território e mais ainda as autarquias”.

“Nesta reunião ficou o compromisso de fazer do Parque Nacional da Peneda Gerês um exemplo de gestão da floresta e vamos começar a trabalhar já”, frisou.

Questionado sobre se o “rosto” do PNPG seria a figura de um diretor, como até maio de 2007, Matos Fernandes disse que “não, necessariamente”.

“É fundamental é que exista um conselho diretivo onde fiquem claras as funções de rede da conservação da natureza e a participação das autarquias numa gestão de proximidade, porque são elas que conhecem o território e que acabam por aportar meios para este território”, sustentou.

Segundo dados avançados pelo Comandante Operacional de Agrupamento Distrital do Norte, Paulo Esteves, na sessão presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, em julho, o distrito de Viana do Castelo contabilizou 194 ocorrências de incêndios, sendo Arcos de Valdevez, com 49, e Ponte de Lima, com 46, os concelhos mais afetados pelas chamas.

Nos primeiros 14 dias do mês de agosto, especificou aquele responsável, registaram-se 259 ocorrências, e Arcos de Valdevez, sobretudo a área do PNPG, voltou a liderar a lista, com 48 fogos.

O comandante Paulo Esteves afirmou que 41% dos incêndios florestais que fustigaram o Alto Minho deflagraram entre as 20:00 e a meia-noite, e “com mão humana”.

“Não era o calor do sol. Só se fosse o brilho da lua”, sustentou.

 

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