Pastelaria Manuel Natário em selo emitido pelos CTT
02 Setembro 2017, 18:58
A pastelaria Manuel Natário, no centro histórico de Viana do Castelo, foi uma das escolhidas pelos CTT, a nível nacional para integrar a nova emissão dedicada aos “Cafés Históricos de Portugal”.
A coleção integra cinco selos e um bloco representativos de seis cafés, entre eles o Café A Brasileira em Braga, o Café a Aliança em Faro, a Pastelaria Manuel Natário em Viana do Castelo, o Café Milenário em Guimarães, o Café Piolho (Âncora D’Ouro) no Porto e a Pastelaria Versailles em Lisboa.
Esta emissão faz parte do 2º grupo de selos da série filatélica “Cafés Históricos”, tendo a primeira sido apresentada em outubro do ano passado.
Os CTT voltam assim a mostrar que procuram através da filatelia, e de acordo com a sua tradição, divulgar motivos de elevado interesse nacional enaltecendo, neste caso, a história e arquitetura portuguesas.
Esta emissão é composta por cinco selos com o valor facial de 0.50€ cada e uma tiragem de 125. 000 exemplares cada; o bloco com um selo tem o valor de 1.40€ e uma tiragem de 45.000 exemplares.
A pastelaria de Viana do Castelo com mais de 70 anos, que o escritor brasileiro Jorge Amado imortalizou em livros, através das bolas de berlim, vai ser preservada pela câmara de Viana do Castelo no âmbito do projeto “Lojas Memória”.
A iniciativa municipal “pretende promover a classificação de estabelecimentos comerciais, atribuindo uma identificação distintiva e definindo um conjunto de incentivos e apoios que garantam a dinamização e sustentabilidade económica destas atividades e a proteção e promoção dos estabelecimentos”.
O projeto, que conta com o apoio da Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) e da Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo (APHORT), destina-se “a estabelecimentos comerciais e unidades de cafetaria, restauração e similares que se destaquem pela sua singularidade, valor patrimonial ou sentimental e pela sua contribuição para a identidade da cidade e qualidade da paisagem urbana de Viana do Castelo”.
A classificação vai ser orientada por fatores distintivos – lojas que comercializam produtos de excelência, que mantenham a mesma atividade há 50 ou mais anos, que constituam espaços de referência artística ou arquitetónica, que adquiram especial relevância na história da cidade, enquanto lugar de acontecimento histórico, por ser a única resistente num determinado tipo de atividade ou por ser referência na linguagem comum dos residentes – e considera vários parâmetros e critérios de avaliação, associados designadamente ao estabelecimento/atividade e ao património.
O projeto prevê a constituição de um grupo de trabalho que “irá, entre outros, identificar todos os estabelecimentos com enquadramento no projeto e que deverão ser avaliados (todos com mais de 50 anos na área urbana da cidade), efetuar a recolha de dados e documentos pertinentes para a caracterização do comércio, cafetaria e restauração da cidade em geral e dos estabelecimentos selecionados em particular, definir níveis de classificação e tipos de proteção, considerando o enquadramento legal, a disponibilidade orçamental do programa e os critérios de avaliação, entre outras”





















