PCP volta a pedir explicações ao Governo sobre falta de profissionais no hospital de Viana
03 Julho 2017, 18:15
O grupo parlamentar do PCP vai questionar Governo, através de um requerimento a enviar ao Ministério da Saúde, sobre a “falta de profissionais de saúde” no hospital de Viana do Castelo. A informação foi revelada à RAM por Carla Cruz que apontou como exemplo o serviço de imunohemoterapia que tem apenas um médico.
A deputada comunista, que não especificar o número de profissionais em falta adiantou existir “um número significativo, quer de médicos, quer de enfermeiros”.
Crala Cruz, que falava no final de uma reunião com o conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) admitiu que, nos últimos, “tem havido contratação de profissionais de várias áreas, designadamente de enfermeiros” mas sublinhou a “necessidade de abertura de novos concursos”.
“Disseram-nos que está a ser feito um levantamento de todas as necessidades permanentes, em todas as áreas, quer ao nível dos cuidados de saúde primários, quer ao nível dos cuidados de saúde hospitalares para enviar à tutela”, referiu.
Carla Cruz adiantou que, no mesmo requerimento a enviar ao Ministério da Saúde, irá “voltar a exigir o reforço da capitação da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) ”.
Defendeu a alteração do atual modelo de financiamento da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), que “atribui à região a capitação mais baixa de todo o país”.
Para a deputada do PCP “sem o reforço da capitação dificilmente haverá realização de investimentos necessários, não só ao nível das infraestruturas como renovação de equipamentos e da contratação de pessoal, nomeadamente médicos”.
A ULSAM é constituída por dois hospitais, o de Santa Luzia em Viana do Castelo e o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença.
Aquela unidade local de saúde serve uma população residente de cerca 250 mil pessoas. No total, emprega mais de 2.500 profissionais, entre eles, 501 médicos e 892 enfermeiros.
Além da ULSAM, Carla Cruz manteve contactos com a Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC), tendo reafirmado a “solidariedade do PCP” àquela instituição que reclama a eliminação do pórtico de Neiva da A28 e a “abolição total” do pagamento de portagens naquela autoestrada que liga a capital do Alto Minho ao Porto.
Face à “crescente” instalação de vários empreendimentos industriais no concelho e distrito de Viana do Castelo, o PCP alertou para a necessidade de garantir “a qualidade do emprego que é criado e a estabilidade dos investimentos para que não sejam de passagem ou provisórios”.
Carla Cruz afirmou que a AEVC sublinhou “a necessidade desses investimentos incorporarem não apenas a mão-de-obra como a matéria-prima produzida nas pequenas e médias empresas instaladas na região”.





















