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Pedro Nuno dos Santos “não tem dinheiro” para viajar no World Explorer, mas diz que navio de Mário Ferreira é “líndissimo”

Rádio Alto Minho

16 Junho 2020, 22:01

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O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, disse hoje que não tem dinheiro para fazer uma viagem a bordo do World Explorer, o segundo de quatro em fase final de construção nos estaleiros da WestSea, encomendados pelo empresário Mário Ferreira, mas não poupou elogios ao navio de expedição polar.

Pedro Nuno Santos falava aos jornalistas no final da cerimónia de lançamento da empreitada de dragagem dos acessos aos estaleiros de Viana do Castelo e depois de ter visitado empresa e de ter subido a bordo do navio de expedição polar classe ‘ICE’ da gama ‘Explorer’.

Questionado pelos jornalistas se tinha ficado tentado a fazer uma viagem no navio, o ministro disse: “Acho que não tenho dinheiro para isso, mas é uma grande satisfação para um ministro da República ver ‘in locco’ o que o nosso país, os nossos empresários e os nossos trabalhadores conseguem fazer. É um navio lindíssimo, feito por nós, feito cá, com um conjunto de empresas portuguesas a trabalharem e fornecerem. É isso que nos satisfaz. O país consegue fazer bem, muito bem, melhor que a maior parte dos países do mundo”.

O administrador da Martifer, Carlos Martins, aproveitou ainda a visita de Pedro Nuno Santos para lançar um desafio: “Queremos desafiá-lo, para, dentro do seu Governo e dentro do seu Ministério, ter a disponibilidade de partilhar connosco a nossa disponibilidade para desenvolver parceira [referindo-se à intervenção de dragagem hoje lançada] semelhante na ferrovia e, acima de tudo, de material circulante. O grupo Martifer está disponível para partilhar a [sua] vontade e o [seu] conhecimento”, apontou.

Na resposta Pedro Nuno Santos disse que “são dezenas as empresas que estão preparadas para fazer, quase na totalidade, um comboio em Portugal”, e que o concurso público para esse fim ainda não abriu.

“Temos um empresário que sente que tem capacidade para trabalhar nisso, depois temos o Estado com necessidade de comboios, mas ninguém está aqui a entregar obra a ninguém. Temos de ter todos muito cuidado, porque senão damos um salto muito rápido. Primeiro, Portugal precisa de comboios novos, segundo, temos de lançar o concurso, e esse passo ainda não foi dado. A responsabilidade está do nosso lado. E, em terceiro [lugar], vamos comprá-los (…) Que sejam produzidos, pelo menos numa grande parte, em Portugal”, referiu.

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