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Pena de multa por difamação para dois ex-trabalhadores dos estaleiros de Viana

Rádio Alto Minho

22 Junho 2017, 17:15

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O Tribunal de Viana do Castelo condenou, hoje, dois ex-trabalhadores dos estaleiros navais a uma pena de multa de 160 dias por um crime de difamação de um sindicalista da CGTP, ocorrido em 2016.

Durante a leitura da sentença, a juíza responsável pelo processo anunciou a condenação dos dois ex-funcionários dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) uma pena de multa de 160 dias, fixada à taxa diária de seis euros, totalizando 960 euros.

Os dois arguidos foram ainda condenados, cada um, ao pagamento àquele sindicalista, de uma indemnização cível no valor de mil euros.

A leitura da sentença esteve inicialmente marcada para o passado dia 13 mas foi adiada pela juíza por considerar que a prova produzida em julgamento tinha agravado “substancialmente” o crime praticado.

Na altura, afirmou que “a versão dos arguidos e o resultado da prova documental” resultaram na “alteração substancial dos factos”, defendendo a reformulação da acusação para o crime de difamação agravada.

Os dois ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) chegaram a tribunal acusados pelo Ministério Público (MP), em autoria material e na forma consumada, da prática de um crime de difamação de um sindicalista da CGTP na rede social ‘Facebook’.

“A acusação refere que os comentários difamatórios foram feitos no ‘Facebook’, mas segundo a versão dos arguidos foram feitos na edição ‘online’ de um órgão de comunicação social, o que não é a mesma coisa”, justificou a magistrada.

Na primeira sessão do julgamento, os dois arguidos admitiram ter publicado os comentários que constam da acusação mas não nas páginas pessoais do ‘Facebook’.

Afirmaram à juíza que os comentários foram feitos na página ‘online’ de um jornal diário que, na altura, noticiou a demissão do então coordenador da União de Sindicatos de Viana do Castelo (USVC), Branco Viana, após o seu afastamento do Conselho Nacional da CGTP.

Garantiram que com aqueles comentários “não tinham a intenção de ofender, mas apenas de desabafar e exteriorizar o sentimento de indignação, revolta, traição que muitas centenas de trabalhadores tinham em relação àquele sindicalista e à forma como foi conduzido todo o processo que levou ao encerramento da empresa de construção naval e ao despedimento dos seus 600 trabalhadores”.

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