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Pescadores de Caminha e Castelo do Neiva exigem “justiça” e podem protestar em comício de António Costa

Rádio Alto Minho

25 Setembro 2019, 12:34

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Os mestres de 49 embarcações de Caminha, Vila Praia de Âncora e Castelo do Neiva exigem a "mesma compensação" atribuída a outros pescadores de Viana do Castelo pelos prejuízos causados pela instalação de um parque eólico flutuante. Caso a reivindicação não seja atendida até sexta-feira vão protestar durante um comício do PS, na capital do Alto Minho, que prevê a participação do secretário-geral do partido, António Costa.

“Exigimos ser compensados e ser tidos em conta nesta situação. Exigimos o mesmo tratamento dado às outras embarcações. O dinheiro não é importante. O importante é saberem que há embarcações que estão a ser gravemente prejudicadas. Que há mais de 400 pessoas que são sustentadas por estas embarcações e que têm o futuro em risco”, disse o presidente da Associação de Pesca Profissional do Rio Minho e Mar, Augusto Porto.

Na terça-feira, os mestres e pescadores das 40 embarcações reuniram com o presidente da Câmara de Caminha a quem manifestaram “indignação pelo tratamento desigual” e anunciaram um protesto, marcado para sexta-feira, em Viana do Castelo, durante um comício do PS, que prevê a participação do secretário-geral do partido, António Costa.

“Será a primeira ação de protesto. Vai envolver muita gente porque não admitimos mais ser tratados desta fora”, disse Augusto Porto, porta-voz destes pescadores que se sentem lesados, adiantando que se nada for feito para resolver o “tratamento desigual” os pescadores avançarão com “uma providência cautelar e com um boicote às eleições legislativas”.

Já o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, defendeu que “todos os pescadores devem ser compensados”.

“Ninguém entende um critério que escolhe uns pescadores em detrimento de outros. É uma questão de justiça. Estas 49 embarcações estão a ser objetivamente prejudicadas, passadas para trás e tem exatamente os mesmos direitos do conjunto das outras embarcações que foram compensadas. A Câmara foi sempre contra posições mais radicais, mas depois de semanas sem nenhuma resposta compreendo que os pescadores chegaram ao limite a paciência”, afirmou o autarca socialista.

Miguel Alves adiantou que a autarquia “tem estado em diálogo com os privados, com intermediação do Governo, à espera de uma solução”.

“Esperamos que dentro de dias haja, claramente, um sinal. O Governo pode ajudar a fazer um esforço de mediação, convencendo os privados de que não podemos tratar situações iguais de maneira diferente”, reforçou.

Segundo o autarca, em causa estão 25 embarcações de pesca de Caminha e Vila Praia de Âncora, representadas pelas associações de Pesca Profissional do rio Minho e Mar e de Pescadores Profissionais e Desportivos de Vila Praia de Âncora, e 24 barcos de Castelo de Neiva, no concelho de Viana do Castelo, representados pela Associação de Pescadores Profissionais de Esposende, no distrito de Braga.

 

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