Pescadores de Caminha e Viana acordam compensação e desistem de protesto em comício de António Costa
27 Setembro 2019, 17:39
Os mestres de 49 embarcações de Caminha, Vila Praia de Âncora e Castelo do Neiva chegaram a acordo com o consórcio responsável por instalar um parque eólico ao largo de Viana de Castelo e desconvocaram o protesto que tinham anunciado para esta noite, durante o comício do secretário-geral do PS, António Costa, na Praça da República da capital do Alto Minho.
O presidente da Associação de Pesca Profissional do Rio Minho e Mar, Augusto Porto, sublinhou o facto de as embarcações terem sido, “pela primeira vez, tidas em conta neste processo”.
“Sentimo-nos ouvidos e que todos reconheceram que o processo foi mal conduzido desde o início”, acrescentou, notando que o acordo resultou de um “encontro de mais de três horas com a EDP, a REN, a Secretaria de Estado da Energia e a direção-geral das Pescas”.
Augusto Porto destacou “o papel determinante do presidente da Câmara de Caminha”, Miguel Alves, que “conseguiu juntar na mesma mesa todas as entidades que, de forma aberta, debateu o problema”.
“Fez-se justiça”, afirmou.
Questionado sobre o montante da compensação que as 49 embarcações reclamavam, Augusto Porto escusou-se a adiantar valores.
“Todos reconhecem que ficou aquém do merecido, mas o dinheiro não era o importante. O importante era sentirmo-nos ouvidos”, disse.
Os mestres de 49 embarcações de Caminha, Vila Praia de Âncora e Castelo do Neiva exigiram na quarta-feira a “mesma compensação” atribuída a outros pescadores da região pelos prejuízos causados por um parque eólico ao largo de Viana do Castelo.




















