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Ponte da Barca realiza conferência digital para refletir sobre a violência no namoro

Rádio Alto Minho

14 Fevereiro 2021, 13:10

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Com o intuito de desmistificar alguns tópicos relacionados com a violência no namoro e de demonstrar o papel das identidades na prevenção, no auxílio e na sensibilização, a Câmara Municipal de Ponte da Barca, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Ponte da Barca (CPCJ de Ponte da Barca), o Gabinete de Apoio à Família de Viana do Castelo (GAF) e a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), juntaram-se para dinamizar um diálogo sobre o tema.

O momento teve lugar a 12 de dezembro na página oficial da autarquia barquense e a palestra intitulada de “Namorar não é ser Don@, Violência não é Amar”, contou com a presença do presidente do município, Augusto Marinho, do presidente da CPCJ de Ponte da Barca, José Alfredo Oliveira, da psicóloga e coordenadora-geral do GAF, Leandra Rodrigues, e da presidente da CIG, Sandra Ribeiro.

A conferência “Namorar não é ser Don@, Violência não é Amar” contou com intervenções relacionadas com as ações desenvolvidas pelas instituições locais e nacionais, com a importância de falar e de romper os silêncios sobre os diferentes tipos de violência nos relacionamentos, com a normalização de alguns comportamentos pelos jovens e pela sociedade, com a necessidade de desenvolver mais medidas, ações e iniciativas, com os dados revelados pelo questionário da UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, com o papel das redes sociais  na promoção de boas práticas e com a necessidade de prevenir e sensibilizar os jovens para o tema. A iniciativa, para além da necessidade de divulgar as questões em torno do tema, também surgiu por causa da proximidade do Dia dos Namoradas, celebrado a 14 de fevereiro, e do surgimento da campanha “Namorar sem violência”, dinamizada pelo Governo.

A iniciativa, que decorreu nas ferramentas digitais do município de Ponte da Barca, tentou retratar e sensibilizar para um tema atual na sociedade, mas que ainda se encontra coberto de mitos e ideias pré-concebidas, afirma Augusto Marinho, presidente da autarquia minhota, destacando também que a palestra serviu para refletir e identificar as “diferentes formas de violência no namoro, nomeadamente atitudes que os jovens têm vindo a normalizar, comportamentos esses que devem ser combatidos, a partir da prevenção e intervenção”. Com estas indicações, “Namorar não é ser Don@, Violência não é Amar”, pretendeu também “colocar na agenda estas questões e divulgar as mesmas nas camadas mais jovens da sociedade, sensibilizando para o tema”, refere.

Relacionado com a divulgação da violência no namoro, a UMAR desenvolveu um estudo, dados esses que referem que a maioria dos jovens acha legítimo algum tipo de violência no namoro e também foi salientado que os conflitos não são só de ordem física, como também passam pelo psicológico, pelo controlo, pelas redes sociais, entre outras ações. O facto de a violência no namoro surgir durante o processo de formação dos jovens, a mesma pode trazer consequências para as vítimas e, para Augusto Marinho, “essas ações são atentados mais fortes do que a agressão física, sendo que é necessário salientar que todo o tipo de agressão deve ser condenado e é imperativo atuar e denunciar os casos nos canais, identidades e ferramentas já existentes”. Nesse sentido, o trabalho de prevenção, de denúncia, ajuda em alguns casos e diálogo com os jovens passa muitas vezes pelas diferentes entidades, tendo Augusto Marinho destacado os recursos da Ação Social, da Santa Casa da Misericórdia, do Programa Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS), do CIG, do GAF, entre outros. Nesse sentido, o autarca acredita que “a coordenação existente entre os diferentes serviços é de elogiar e que o seu trabalho é notável neste campo”.

Com a importância de realçar a violência doméstica e no namoro, Augusto Marinho lança um apelo na Rádio Alto Minho, com o intuito de demonstrar que é essencial denunciar os casos, nomeadamente as vítimas e as testemunhas.

A palestra contou ainda com a apresentação de vídeos relativos ao tema, trabalhos desenvolvidos pelo CLDS e pela CIG.

 

 

 

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