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Prédio Coutinho: Arquivada classificação como imóvel de interesse público

Andrea Cruz

14 Junho 2018, 12:26

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A  Direção-Geral do Património Cultural arquivou o pedido de classificação do prédio Coutinho, como imóvel de interesse público, requerida pelo arquiteto Fernando Maia Pinto. A informação foi hoje revelada, em comunicado,  pela Câmara de Viana do Castelo

“A Câmara Municipal de Viana do Castelo foi notificada do arquivamento do pedido de abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional do Edifício Jardim, fundamentada no parecer da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura”, adianta a nota enviada à imprensa.

De acordo com aquela nota, o “parecer sublinha que o edifício Jardim/prédio Coutinho não possui um valor patrimonial de âmbito nacional, pelo que propõe o arquivamento do pedido de abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional”.

Em maio, o arquiteto Fernando Maia Pinto, anunciou ter requerido a abertura de procedimento de classificação que justificou com o “dever cívico” de impedir a prevista demolição do edifício.

“A demolição é um absurdo que espoletou o dever cívico inteligente de manter o Coutinho como prédio habitacional”, afirmou, na altura, o arquiteto formado pela Escola de Belas Artes da Universidade do Porto.

O edifício de 13 andares, que já chegou a ser habitado por 300 pessoas, está situado em pleno centro histórico da cidade e tem demolição prevista desde 2000, ao abrigo do programa Polis, para ali ser construído o novo mercado municipal.

O processo está suspenso desde janeiro a aguardar decisão judicial da providência cautelar movida pelos últimos 14 moradores do prédio Coutinho.

“É crime público. É uma coisa tão visível. Deitar abaixo habitação num país tão pobre como o nosso. É uma coisa tão criminosa que é um dever cívico uma pessoa lutar pelas coisas em que acredita. Acredito que não deve ser demolido o prédio Coutinho num país que tem falta de habitação e tem falta de dinheiro”, sustentou Maia Pinto.

O autor e subscritor da candidatura, formalizada junto da Direção-Geral do Património Cultural e subscrita por” um grupo de cidadãos e moradores, evoca um conjunto de critérios objetivos suportados na lei”, como “o interesse do bem como testemunho simbólico e a conceção arquitetónica, urbanística e paisagística”.

Entre os signatários da candidatura constam nomes como os de Manuel Monteiro, professor universitário e antigo presidente do CDS-PP, Joaquim Letria, jornalista, José Ribeiro e Castro, advogado e antigo presidente do CDS-PP e Jorge Estrela Ribeiro de Melo, professor catedrático.

Foto: Ricardo Sousa/DR-RAM

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