Primeiro percurso equestre da Ribeira Lima entre Lanheses e Viana do Castelo
30 Outubro 2017, 15:33
A Câmara Municipal de Viana do Castelo inaugurou o primeiro percurso equestre da Ribeira Lima, entre a freguesia de Lanheses e Viana do Castelo.
Foram dez os cavaleiros que inauguraram o percurso, que se desenvolve ao longo de cerca de 16 quilómetros “através de ecossistemas fluviais, estuarinos e ripícolas de valiosa biodiversidade” cujo trajeto é sinalizado regularmente e interpretado através de vinte pontos de interesse “que pretendem desvendar as marcas da ocupação humana em diferentes períodos históricos e compreender os processos de construção e evolução da paisagem cultural ao longo da margem direita do rio Lima.”
O percurso que integra i projeto “Percursos do Homem e do Garrano”, está também preparado e sinalizado ara trilho pedestre com a designação de PR25, e é financiado através do NORTE 2020.
No âmbito do projeto, serão ainda implementados mais dois percursos equestres, um através do litoral e outro entre as freguesias de Lanheses e Montaria “estabelecendo-se assim uma ligação contínua entre os três sítios de importância comunitária da Rede Natura 2000 presentes neste concelho”, pode ler-se em comunicado.
Os itinerários interpretativos têm como objetivo oferecer aos visitantes uma “visão global e integradas do território percorrido, quer através de painéis de acolhimento e sinalização de pontos de interesse, quer através de informação adicional, textual, cartográfica e multimédia, disponibilizada numa plataforma web”. O apoio será ainda feito através do fornecimento dos percursos georreferenciados em formatos de ficheiro passíveis de serem descarregados e consultados em GPs, smartphones e suporte análogos.
O conhecimento sobre as manadas que povoam as serras será também aprofundado “graças a um estudo científico dedicado às dinâmicas comportamentais e sociais do garrano concretizado no âmbito de um projeto pioneiro das Universidades de Kyoto e Sorbonne Nouvelle, parceiros desta iniciativa”.
O protocolo visa criar uma plataforma de cooperação para promover o estudo científico do garrano com vista à educação ambiental, pelo que os envolvidos “se comprometeram a estudar a espécie do garrano, a promover educação científica, a partilha de materiais, publicações e informação necessários ao estudo e outras atividades”.
O projeto une os espaços naturais integrados na Rede Nacional de Áreas Classificadas que representam uma área de 4800 hectares, 15% do território concelhio.






















