Professor de Ponte de Lima acusado de abusar das duas filhas continua a ser julgado em Viana
25 Março 2019, 16:51
Realizou-se hoje, no tribunal de Viana do Castelo, à porta fechada, mais uma sessão do julgamento do professor de 59 anos, de Ponte de Lima, acusado de 97 crimes de abuso, coação e importunação sexual, quase todos na forma agravada, das duas filhas menores.
Segundo adianta hoje o jornal Correio da Manhã, o docente nunca foi detido e apenas quando foi acusado é que foi afastado do ensino público. O homem responde também por abusos a uma amiga das filhas.
Segundo a acusação do Ministério Público, consultada pelo CM, os abusos sexuais às menores aconteciam quase sempre nos períodos em que a guarda das crianças era confiada ao pai. O professor estava divorciado da mãe das meninas e partilhava a guarda durante as férias.
O jornal adianta que a maior parte dos crimes foi praticada sobre a filha mais velha, que chegou mesmo a ser internada compulsivamente e medicada, devido aos ataques de pânico que sofria.
Segundo a acusação, os primeiros abusos sexuais ocorreram em 2003, ainda antes do divórcio dos pais, quando a filha mais velha, agora com 23 anos, tinha apenas sete.
O MP diz que “o arguido, pelo menos uma vez por semana, dirigia-se ao quarto da filha menor, com o propósito de a adormecer”, e tocava nos seios e genitais da menina.
O jornal adianta que os ataques só cessaram em 2016, quando a filha mais velha relatou à mãe os atos de que era vítima. Só nessa altura a menina mais nova ganhou coragem para contar à mãe que também tinha sido vítima das investidas do pai, por várias vezes, durante as férias da Páscoa e de verão.
O arguido foi então denunciado à Polícia Judiciária de Braga, mas nunca chegou a ser detido. Manteve-se, inclusive, a dar aulas. Só depois de ter sido deduzida a acusação, e com o propósito de evitar a continuação da atividade criminosa, o professor de 59 anos foi proibido de contactar com as duas filhas.
O tribunal decidiu suspender o exercício das responsabilidades parentais ao arguido.





















