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Projeto piloto de segurança à navegação testado em Caminha vai ser alargado a todo o país

Rádio Alto Minho

19 Maio 2016, 13:14

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O sistema piloto instalado na capitania de Caminha para promover a segurança e gerir operações de busca, salvamento e combate à poluição vai ser alargado a todo o país e às ilhas.  A informação foi avançada hoje pelo capitão do Porto e comandante da Polícia Marítima (PM) de Caminha.

“Para já é o único ponto do território nacional que tem este sistema. Existe a intenção deste sistema seja alargado a toda a costa do território nacional, da Madeira e dos Açores”, afirmou Gonzalez dos Paços.

O responsável, que falava aos jornalistas hoje à margem da apresentação do sistema “Costa Segura”, disse desconheceu quando é que esse alargamento se concretizará e explicou que “a localização fronteiriça e a barra, que tem características muito específicas”, determinaram a escolha de Caminha, pela Autoridade Marítima, para testar o novo sistema.

Trata-se de um sistema integrado de “hardware” e “software” que permite o controlo da barra, a monitorização da navegação, a gestão de operações de busca, salvamento, de combate à poluição e deteção de atividades ilícitas no mar.

Gonzalez dos Paços destacou que o “Costa Segura”, com capacidade para monitorizar uma área de 24 milhas de extensão, “irá permitir ao capitão do porto exercer as suas funções, na sua área de jurisdição, com mais eficácia”.

Durante a apresentação do sistema, hoje, no posto de Fiscalização da Foz do rio Minho, composto por quatro militares, 20 agentes da PM e cinco administrativos, foram simulados cenários de segurança à navegação, de busca e salvamento.

O capitão do Porto e comandante da PM de Caminha explicou que o sistema “está desenhado para funcionar de forma autónoma, emitindo um sinal sonoro, em caso de alarme”.

“O posto de Fiscalização da Foz do rio Minho tem sempre dois militares de serviço, 24 horas por dia, sendo que existe a possibilidade de reforço, em caso de necessidade”.

O capitão do porto de Caminha explicou que o sistema esteve em experimentação durante duas semanas, tendo começado a funcionar, em pleno, no passado dia 10 de abril.

“Para Caminha é uma mais-valia. É também uma ferramenta que irá contribuir para aumentar a segurança da navegação, especialmente na barra local”, sublinhou.

Outras das potencialidades destacadas por Gonzalez dos Paços prende-se com a possibilidade de gravar toda a informação recolhida pelos diversos os componentes do sistema e, em caso de acidente, reconstituir o que aconteceu.

“Passamos a ter um historial, permanentemente gravado, do que está a acontecer na barra de Caminha”, disse.

“Este sistema traduz-se numa redução dos custos das operações por possibilitar uma atuação mais eficiente ao permitir monitorizar uma vasta área de tarefas, e acionar as embarcações quando necessário”, disse.

Cada estação do sistema “Costa Segura” é composta por um radar, câmara com capacidade de visão diurna e noturna, Sistema Automático de Identificação (AIS), seguimento de alvos (ARPA – Automatic Radar Plotting Aid), alarmes associados, rádio VHF e ‘software’ de integração e gestão da informação com visualização em carta eletrónica.

 

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