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Quatro funcionários da Casa dos Rapazes negam em tribunal agressões e insultos a crianças

Rádio Alto Minho

26 Setembro 2018, 13:35

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Quatro funcionários da Casa dos Rapazes, em Viana do Castelo, arguidos num processo de maus tratos a jovens, negaram hoje, no início do julgamento, a prática dos crimes de que estão acusados pelo Ministério Público (MP). A sessão prossegue à tarde com o depoimento do quinta arguida no processo, a diretora técnica da Casa dos Rapazes, de 43 anos de idade. No total,  estão acusados de 35 crimes de maus tratos, ocorridos entre 2015 e 2017.

Na acusação, deduzida em março, o MP considera que “as vítimas são especialmente vulnerárias e que os crimes integram criminalidade violenta”, justificada com a “menoridade dos jovens” e pelo facto de “estarem confiados aos arguidos”.

Hoje, no arranque dos trabalhos e questionados pelo juiz que preside ao coletivo que está a julgar o caso, todos os arguidos quiseram prestar declarações.

Durante a manhã, foram ouvidos quatro funcionários, com idades entre os 30 e os 36 anos, tendo todos negado as agressões e insultos de que estão acusados.

A sessão prossegue à tarde com o depoimento da diretora técnica da Casa dos Rapazes, de 43 anos de idade.

Antes, o advogado de três dos cinco arguidos, Morais da Fonte, viu indeferido pelo juiz, o requerimento que apresentou para que o julgamento decorresse à porta fechada. O causídico anunciou recurso para o Tribunal da Relação, com efeitos suspensivos, mas o juiz que preside ao coletivo dispõe de 30 dias para se pronunciar sobre aquele procedimento.

A investigação do MP envolvia seis arguidos, sendo que as acusações que pendiam sobre um dos funcionários daquela instituição foram arquivadas”.

Em novembro de 2017, a direção da Casa dos Rapazes aceitou o pedido de afastamento de cinco dos seis funcionários arguidos naquele processo. Na ocasião, em comunicado , a instituição particular de solidariedade social que acolhe 46 crianças e jovens em situação de risco sublinhou que os pedidos apresentados pelos cinco funcionários para o afastamento de funções profissionais “foram analisados e aprovados em reunião da direção, com efeitos imediatos”.

Naquela nota a direção da Casa dos Rapazes, fundada em 1952, garantiu que vai “continuar a desenvolver as ações necessárias ao seu bom funcionamento” e a estar “atenta ao desenrolar de acontecimentos com repercussão interna e externa na vida da instituição, tendo como principal preocupação a estabilidade emocional das crianças e jovens a seu cargo”.

 

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