Razões ambientais impedem maior árvore natural da Europa de brilhar no Natal de Viana
29 Novembro 2018, 17:47
A maior árvore de Natal, natural, da Europa não vai este ano, pela primeira vez nos últimos 20 anos, poder brilhar com as luzes de Natal por razões ambientais. O anúncio foi feito, hoje, em conferência de imprensa pela vereadora da Cultura da Câmara de Viana do Castelo que justificou a decisão com a necessidade de preservação daquele "património" da cidade.
Maria José Guerreiro, que falava durante a apresentação do programa “Sentidos de Viana” 2018/2019, num investimento de 120 mil euros que integra quase uma centena de iniciativas e vai decorrer entre 01 de dezembro e 04 de janeiro, explicou que a araucária excelsa com mais de 50 metros de altura, que há mais de 20 anos é iluminada com milhares de luzes, sendo vista em toda a cidade, num perímetro de vários quilómetros, .
“É um assunto que nos tem feito refletir muito. A araucária é uma árvore classificada e temos tido, nos últimos anos, muita dificuldade em encontrar formas de conseguir decorá-la sem que os ramos sofram com isso. Este ano, excecionalmente, não vamos avançar com iluminação na árvore”, afirmou a vereadora da Cultura.
Maria José Guerreiro adiantou que, tal como no ano passado, será instalada uma árvore de Natal artificial na Praça da Liberdade, sublinhando ser necessário reservar o exemplar classificado.
“Em determinados momentos temos de pensar do ponto de vista ambiental. É um património natural que temos na nossa cidade assim como outros que temos de cuidar”, referiu.
A iluminação araucária excelsa acontecia há mais vinte anos, sendo que instalação da decoração é assegurada, manualmente, apesar das fragilidades que o exemplar já apresenta.
A responsável adiantou que, este ano, o município vai investir 60 mil euros, mais 10 mil euros do que o ano passado, na iluminação de Natal de 20 artérias do centro histórico. As luzes de Natal serão ligadas no doa 07 de dezembro, a partir das 20:30.
Do programa “Sentidos de Viana”, Maria José Guerreiro destacou, entre outros, a confeção, pela segunda vez, de um bolo-rei gigante, de maior dimensão do que o confecionado no ano passado, montado ao ar livre, com a forma original e com 40 metros de perímetro.
Revelou a aposta num bolo-rei de maior dimensão, confecionado pelas pastelarias do concelho, cujo número irá revelar proximamente, determinou a mudança de local, este ano a Praça da República, ex-libris da cidade, no dia 08 de dezembro, a partir das 16:00.
Maria José Guerreiro realçou ainda, no dia 31 de dezembro, entre 22:00 e as 24:00, o concerto de passagem do ano, com Marta Ren no centro cultural da cidade, seguido de uma sessão de fogo de artifício.
Anteriormente, a festa de passagem de ano incluia a animação, noite dentro, garantida por vários bares da cidade, que este ano não se vai realizar, segundo Maria José Guerreiro, por “falta de disponibilidade” dos empresários dos estabelecimentos de diversão noturna.
A vereadora da Cutlura sublinhou que na véspera deste Natal, a tradição vai voltar a cumprir-se em pleno centro de Viana do Castelo com a banana e o cálice de moscatel. O costume foi realizado durante 60 anos por pela casa Riolanda, situada naquela zona da cidade, entretanto encerrada por morte da proprietária.
Apesar de se chamar casa Riolanda a designação de Bananeiro foi atribuída pelo facto de comercializar, durante muitos anos, as melhores bananas da cidade. No interior, a loja tinha um pequeno balcão onde servia bebidas, entre elas, o moscatel.
A tradição da banana e do cálice de moscatel foi relançado, em 2016, pelo Santa Luzia Futebol Clube, num convívio que junta várias centenas de pessoas.
Concertos solidários, teatro, dança, ‘workshops’, mostras e feiras de produtos locais, tertúlias, exposições, oficinas sobre vários temas para adultos e para as crianças e atividades desportivas são outras das propostas do programa municipal.
As iniciativas, que vão desenrolar-se a partir do dia 01 de dezembro e até dia 04 de janeiro de 2018, pretendem “divulgar o que de melhor o concelho tem para oferecer” nas mais diversas áreas e contribuir para a dinamização da economia local.





















