Regional
GAF já tem resposta de apoio Psicológico para crianças e jovens vítimas de violência doméstica
02 Setembro 2021, 14:32
O GAF, Gabinete de Apoio à Família, já tem em funcionamento o projeto de Resposta de Apoio Psicológico - RAP.
Este projeto é para crianças e jovens vítimas de violência doméstica, no âmbito do seu Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica, entidade integrante da Rede Nacional de Apoio a Vitima de Violência Doméstica (RNAVVD) em articulação com outras entidades com intervenção na violência doméstica, na infância e juventude.
A duração prevista é de 21 meses, com financiamento do Portugal 2020 – POISE (Programa Operacional Inclusão Social e Emprego), e vai trabalhar nos concelhos de Viana do Castelo e de Ponte de Lima. Com o reforço da equipa técnica, o Gabinete de Apoio à Família (GAF) vai passar a dispor serviços de apoio psicológico e psicoterapêutico que podem ser trabalhados a nível individual ou em grupo.
A violência contra as crianças ou jovens exercida em contexto familiar é considerada crime de violência doméstica.
Segundo os dados da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, entre 2015 e 2019 foram acolhidas em casas de abrigo e da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica um total de 7414 crianças e jovens.
A Secretaria-Geral da Administração Interna, em 2018, contabilizou cerca de 4.000 crianças ou jovens com menos de 16 anos como vítimas de violência doméstica participadas à GNR e PSP, (12% do total de vítimas). De todas as ocorrências de violência doméstica participadas à PSP, 31% foram presenciadas por menores.
Em 2018, cerca de 611 crianças e jovens foram acolhidos sob o regime residencial da segurança social por serem vítimas de violência doméstica (7,7% do total). No setor da saúde, em 2018 foram registadas 798 sinalizações de crianças ou jovens por violência doméstica (9,8% tratavam-se de crianças ou jovens em risco).
Em 2019, os valores voltaram a aumentar e as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens receberam 12.645 comunicações de alerta para o perigo deste crime (aumento de 8,9% face a 2015).
Perante estes valores, é necessário o reforço na disponibilização de serviços de apoio psicológico e psicoterapêutico direcionado para crianças e jovens vítimas de violência doméstica no âmbito da RNAVVD, quer estes já estejam acolhidos em casas de abrigo, quer no acolhimento de emergência.






















