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Seis pirogas encontradas no rio Lima, em Lanheses, vão ser classificadas

Andrea Cruz

05 Fevereiro 2019, 15:38

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Seis pirogas monóxilas provenientes de recolhas arqueológicas subaquáticas realizadas no rio Lima, em Lanheses, vão ser alvo de processos de classificação. Segundo a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) é a primeira vez que tal acontece.

“É a primeira vez que bens arqueológicos provenientes de meio náutico e subaquático são objeto de procedimento de classificação como bens móveis, no quadro da lei de Bases do Património Cultural e demais legislação regulamentar”,sublinha a DGPC, adiantando que esta abertura é justificada pela “proteção e valorização” de peças que “representam valor cultural de significado para a Nação”.

A abertura refere-se a um conjunto de seis pirogas monóxilas provenientes de recolha arqueológica subaquática realizada no rio Lima.

As pirogas foram encontradas nos sítios de Lanheses e Lugar da Passagem, freguesias de Lanheses e Geraz do Lima, concelho de Viana do Castelo, sendo que o achado da primeira piroga do conjunto remonta aos anos 1980 do século XX.

Estes bens arqueológicos encontram-se à guarda da DGPC nas reservas do Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS), segundo aquele organismo do Ministério da Cultura.

As pirogas monóxilas são embarcações construídas a partir de um único tronco de árvore, neste caso de carvalho.

“Este conjunto apresenta um interesse arqueológico e patrimonial muito relevante enquanto testemunho notável da navegação em Portugal, e da travessia do Rio Lima em particular, desde a Idade do Ferro até à Baixa Idade Média”, justifica a DGPC.

A dimensão do conjunto e de cada exemplar – uma delas com quase sete metros de comprimento -, o seu estado de conservação e a antiguidade de alguns exemplares “não têm paralelo na Península Ibérica, sendo também únicos em Portugal”, acrescenta.

Além das pirogas também dez canhões provenientes de recolha arqueológica subaquática realizada na Ponta do Altar, no Algarve vão ser classificados.

A abertura dos procedimentos, “no âmbito da política da DGPC, significa o reconhecimento do inegável valor científico, técnico, estético e material de cada um destes bens arqueológicos para a história de Portugal, remetendo para traços constituintes e distintivos da nossa relação com o mar”, conclui a entidade.

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