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Sindicato de hotelaria promoveu em Viana ação de luta por melhores salários

Rádio Alto Minho

04 Agosto 2016, 14:25

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O Sindicato e Hotelaria do Norte promoveu hoje, em pleno centro histórico de Viana do Castelo, uma ação de “protesto e denúncia pública” dos salários baixos e da precariedade com que se confrontam os trabalhadores do setor.

Segundo o dirigente do sindicato Francisco Figueiredo, “há cinco anos consecutivos que os trabalhadores não têm aumentos salariais”.

” A associação patronal recusa-se a negociar aumentos salários. Os salários são muitos baixos. Depende dos estabelecimentos mas, em média, os trabalhadores levam para casa menos de 500 euros”, afirmou Francisco Figueiredo.

O sindicalista, que falava no âmbito de mais uma jornada de luta hoje realizada junto à pastelaria Natário, em pleno centro histórico de Viana do Castelo, referiu que ação pretende ainda alertar para “o trabalho ilegal e clandestino”.

“Estes trabalhadores não fazem descontos para a segurança social e ficam sem qualquer proteção em caso de doença ou desemprego. Há ainda as jornadas de 10 e 12 horas diárias, e as empresas que não respeitam as carreiras profissionais, o regime de diuturnidades, entre outros direitos”, disse.

A ação, inicialmente agendada para as 09:00 e adiada para o início da tarde de hoje por causa da chuva, contou com a participação de quatro equipas de sindicalistas que distribuíram informação aos transeuntes para “chamar a atenção” para estes problemas.

Paralelamente decorreu a recolha de assinaturas, para um abaixo-assinado que o sindicato vai enviar, em setembro à Associação Portuguesa de Hotelaria Restauração e Turismo (APHORT), reivindicando aumentos salariais no setor.

“O setor turístico está a crescer, sucessivamente, desde 2013. Não podemos aceitar que o crescimento enorme da hotelaria não se traduza em aumentos salarias. O Governo desceu o IVA de 23% para 13%, as empresas não reduziram os preços ao cliente, pelo contrário, mas não aumentaram os salários aos trabalhadores. Não puseram cobro à precariedade”, sustentou.

A jornada de luta começou em meados de julho no Porto, esteve hoje em Viana do Castelo e vai realizar-se, na sexta-feira, em Braga, sendo que o objetivo é percorrer toda a região Norte.

 

 

 

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