Surto de esgana fecha canil municipal de Viana e abrigo da associação Vila Animal
02 Agosto 2018, 18:14
Um surto de esgana, detetado no canil municipal de Viana do Castelo e no abrigo da associação Vila Animal obrigou ao sequestro por tempo indeterminado, das duas estruturas, impedindo a entrada e a saída de animais, até que o vírus, altamente contagioso, seja contido e erradicado.
A informação foi hoje avançada, durante a reunião ordinária da Câmara de Viana do Castelo, pela vereadora com o pelouro, Carlota Borges. A responsável adiantou que o “canil municipal não recebe, nem deixa sair animais, desde segunda-feira, pelo mesmo motivo”, não tendo adiantado o número de animais infetados pelo vírus.
O tema foi levantado, no período antes da ordem do dia da reunião camarária pelos vereadores da CDU e do PSD, na sequência de um alerta lançado pela associação Vila Animal que, na quarta-feira, através da sua página oficial no Facebook, anunciou o encerramento do abrigo situado no centro da cidade, por causa de um surto de esgana.
Em declarações à Rádio Alto Minho, a presidente da Vila Animal, Maria José Barreiros, disse que “há várias semanas que a associação não aceita animais, mas que o encerramento do abrigo foi concretizado na quarta-feira”.
“Não temos condições para colocar os animais em quarentena”, afirmou Maria José Barreiros.
Maria José Barreiro referiu que a “falta de condições” do abrigo da Vila Animal situação de “ruína iminente, dificulta ainda mais o tratamento dos animais doentes”.
“A casa está a cair. Não é possível fazer a desinfeção porque o edifício está muito degradado. Em julho, em duas semanas morreram mais de 15 cães”, lamentou.
Na publicação no Facebook, com o título “Chega de mortes. Fechamos as portas”, a associação diz que “o primeiro andar do edifício está sustentado por escoras, uma das divisões já não tem chão, as paredes esboroam-se, a instalação elétrica falha constantemente, não dispomos de água corrente no local destinado ao gatil”.
“Hoje(quarta-feira) um pico de energia avariou definitivamente a máquina de lavar roupa. Definitivamente atingimos o nosso limite”, refere a publicação.
A direção da associação escreve ainda que “receiam, constantemente, um curto-circuito, ou que um dos voluntários venha parar do primeiro andar ao rés-do-chão”, temendo que “alguém morra soterrado nos escombros”.
Em setembro de 2017, a Câmara informou, em comunicado, ter assinado um protocolo com a Vila Animal para a construção de um gatil e de um canil no concelho, com apoio e em terreno cedido pela autarquia.
Hoje, no final da reunião camarária, em declarações aos jornalistas, o presidente em exercício, Vítor Lemos, afirmou que o município “já comprou um terreno, junto ao parque empresarial da Meadela para a construção, de raiz, de um edifício que acolherá associação”.
“Esse processo está a correr trâmites. Muito brevemente será anunciada a abertura do concurso público”, referiu.





















