Teatro do Noroeste-CDV volta a ter apoio do Governo cinco anos depois
01 Setembro 2017, 14:22
O diretor artístico do Teatro do Noroeste – CDV (Centro Dramático de Viana) congratulou-se hoje com “o novo ciclo” que se abre para a companhia profissional de Viana do Castelo que, depois de cinco anos, volta a ter o apoio do Governo. O último apoio que a companhia recebeu da Direção-Geral das Artes (DGArtes) foi em 2012.
Ricardo Simões, que falava em conferência de imprensa para apresentação da programação para o último quadrimestre do ano (de setembro a dezembro), referiu que aquele interregno foi ultrapassado com a aprovação, este mês, da candidatura do Festival de Teatro de Viana do Castelo que vai decorrer de 10 a 18 de novembro e apresentar nove criações teatrais de outras tantas companhias da região Norte.
O Festival de Teatro de Viana do Castelo – projeto que a companhia tinha já desde 2010 – resulta de uma candidatura do Teatro do Noroeste à DGArtes que foi aprovada com um orçamento de 40 mil euros, a que se juntam 20 mil euros do município de Viana do Castelo.
Ricardo Simões adiantou que este mês abre o concurso para os apoios para os próximos quatro anos e que o Teatro do Noroeste-CDV vai concorrer com uma candidatura que incluirá espetáculos para todos os públicos.
A programação de acolhimento prevista no “Ciclo a 4 Mãos” arranca no dia 08 de setembro com o espetáculo “Quem tem medo de Virgínia Woolf”, com Diogo Infante e Alexandra Lencastre.
No dia 16 a companhia de teatro Umcoletivo, de Elvas, leva à cena, a 16 de setembro, a peça “As três irmãs”, baseada na obra homónima de Anton Tchekhov, encenada e interpretada por Cátia Terrinca.
Até dezembro haverá três oficinas de teatro – uma com jovens, outra com seniores e a terceira com antigos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo – que vão funcionar sob o tema “Somos todos Migrantes”.
Ainda no mesmo contexto temático, será apresentado o espetáculo “I(Migrantes)”, entre 06 e 21 de outubro, com encenação de Graeme Pulleyn, que “pretende refletir sobre o que é a migração, a imigração e a emigração” e que “dará azo a conversas com o público logo após o espetáculo terminar”, numa iniciativa que os organizadores chamaram “ciclo digestivo”.
Posteriormente haverá também um ciclo temático sobre emigrações que conta com participações de pessoas ou entidades convidadas como os serviços sociais do município e famílias refugiadas sírias residentes em Viana do Castelo.
A assinalar os 25 anos do Teatro do Noroeste – CDV, está ainda patente até dezembro uma exposição retrospetiva com o espólio, adereços, roupas e fotografias que fazem a memória das 130 peças apresentadas durante aquele período.
O ciclo de espetáculos termina com uma reposição de “Perdição”, um musical ao estilo do cabaré, criado por Fernando Gomes, inspirado no romance “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco.





















