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Cultura

Teatro do Noroeste critica orçamento “rídiculo” de programação para quatro meses

Rádio Alto Minho

13 Setembro 2016, 14:48

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A companhia profissional de teatro de Viana do Castelo lamentou hoje o orçamento “ridículo” de que dispõe para quatro meses de programação, incluindo projetos específicos dos 25 anos de atividade, face “ao alcance do serviço público que presta”.

“Trata-se de um investimento, de facto irrisório, ridículo, podemos dizer assim para o alcance e para o serviço público que aqui se está a prestar. Estamos a falar de 10 a 15 mil euros, grosso modo, para uma programação que vai abranger, por baixo, 4.000 a 4.500 pessoas”, afirmou hoje o diretor artístico o Teatro do Noroeste – Centro Dramático (CDV), Ricardo Simões.

O responsável, que falava em conferência de imprensa para apresentação da programação até dezembro, mês em que a companha assinala 25 anos de atividade, adiantou que “o investimento do Estado é zero”, sendo que a companhia, formada por nove elementos, “funciona num equipamento municipal com o apoio da Câmara de Viana do Castelo”.

“É ridículo pensarmos que 10 mil euros é o preço de uma encenação ou da escrita de um texto, em qualquer lado (…) Estamos a falar de uma companhia muito teimosa, com muito caminho para andar, com muitos sonhos e que não vai desistir”, sustentou.

Questionado pela Lusa sobre uma eventual candidatura aos subsídios plurianuais da Direção-Geral das Artes Ricardo Simões afirmou: “Gostávamos muito de saber quando vão abrir os concursos plurianuais que o senhor ministro da Cultura disse que iriam abrir até dezembro e que se comenta que não vão abrir”.

Até ao final do ano a companhia profissional de teatro de Viana do Castelo vai apresentar duas novas criações. A peça “Triálogo para 4”, a partir de sete obras de Ruben A. , vai estrear a 07 de outubro no teatro municipal Sá de Miranda, e de 28 a 30 desse mês vai subir ao placo da Trindade, em Lisboa.

A segunda estreia está marcada para 06 de dezembro, data em que se assinalam os 25 anos do Teatro do Noroeste – CVDS, com a peça “Bodas de Sangue” de Francisco Garcia Lorca, o dramaturgo espanhol que inspirou o primeiro espetáculo apresentado pela companhia, em 1991.

Além deste espetáculo, que vai permanecer em cena até 17 de dezembro, a companhia irá ainda apresentar a programação específica para assinalar a data.

No âmbito do projeto de acolhimento do Teatro do Noroeste-CDV, a 12 de novembro o teatro municipal Sá de Miranda vai receber a peça “O Feio” apresentado pelo Teatro de Almada.

A partir de 03 de dezembro e até 01 de janeiro de 2017 vai estar patente nos antigos Paços do Concelho, em plena Praça da República, uma exposição de maquetes de cenografia de José Rodrigues.

A mostra, que se realiza no âmbito de uma parceria com o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI) do Porto, vai mostrar mais de 40 anos de ligação do escultor e artista plástico José Rodrigues que morreu sábado passado, aos 79 anos, ao teatro.

Além daquelas iniciativas, a programação até final do ano inclui ainda a atividade do projeto Comunidade do Teatro do Noroeste – CDV, que junta quatro oficinas de teatro, dinamizadas pelos atores do elenco da companhia de teatro, que são frequentadas semanalmente por mais de 40 pessoas, entre adolescentes, seniores e ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

Inclui ainda a ação design Digestivo, conversas com o público após a apresentação das novas criações.

A fechar 2016, um ‘workshop’ de teatro para crianças na pausa letiva do Natal intitulado “Infância Poética”.

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