Técnicos de diagnóstico e terapêutica voltam à greve na segunda-feira
27 Outubro 2018, 18:24
Os técnicos de diagnóstico e terapêutica vão voltar à greve na segunda-feira, a quarta este ano, para exigir que o Governo aceite as propostas dos sindicatos de tabela salarial e as regras de transição para a nova carreira.
“Voltamos de novo ao protesto porque o Governo tinha ficado de apresentar em julho uma nova proposta”, sendo que a apresentada em 29 de setembro pela anterior equipa do Ministério da Saúde foi “pouco mais do que nada”, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), Luís Dupont.
Segundo os sindicatos, a tabela salarial imposta pelo Governo, cruzada com o sistema de avaliação e as quotas por categoria, implica que cerca de 90% dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica permaneçam na base da carreira toda a sua vida profissional.
Apesar de a equipa do Ministério da Saúde ter mudado, os sindicatos decidiram manter o protesto que já estava agendado.
A greve nacional é convocada pelo Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, pelo Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica, pelo Sindicato dos Fisioterapeutas Portugueses e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com fins públicos.
Os sindicatos protestam contra “a intenção do Governo de encerrar o processo negocial da revisão da carreira” sem acordo com as associações sindicais e exigem uma tabela salarial que respeite as suas habilitações profissionais e a sua aplicação a 01 de janeiro de 2018.Reclamam ainda ao Governo que aceite as regras de transição para a nova carreira, “o correto descongelamento das progressões” e o “fim de todas as bolsas de horas ilegalmente constituídas, sem o acordo escrito do trabalhador, com o pagamento integral como trabalho extraordinário”.
Os técnicos de diagnóstico e terapêutica são constituídos por 19 profissões e abrangem áreas como as análises clínicas, a radiologia, a fisioterapia, num total de cerca de 10 mil profissionais que trabalham nos serviços públicos de saúde.
Foto:RTP





















