Tempestade Elsa derruba árvores no Alto Minho e provoca deslizamento de terras em Ponte da Barca
18 Dezembro 2019, 23:36
A tempestade Elsa, que está a atingir o norte do país, provocou 47 quedas de árvores em vários concelhos do Alto Minho e causou um deslizamento de terras que isolou o lugar de Ruivos e atingiu o cemitério local.
Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo, disse que a queda de árvores não causou vítimas nem danos materiais, sendo que os cortes de estradas registados naquelas ocorrências foram resolvidos rapidamente pelas corporações de bombeiros.
O CDOS adiantou terem ocorrido ainda inundações e operações de remoção de infraestruturas em perigo de queda.
Em Ponte da Barca, um deslizamento de terras, cerca das 20:00, deixou isolado o lugar de Ruivos, com moram cerca de cinco pessoas.
O comandante dos bombeiros, José Freitas, referiu que “o trânsito na estrada camarária ficará restabelecido ainda na noite de hoje, uma vez que foi mobilizada para o local uma retroescavadora que, desde as 22:00, está a remover a terra”.
O aluimento atingiu ainda o cemitério, provocando “danos na vedação e em algumas sepulturas”.
José Freitas adiantou que a corporação está também a acompanhar a evolução do caudal do rio Lima, adiantando que, pelas 23:00, “o nível das águas não era preocupante”.
Em Ponte de Lima, no Largo de Camões, a queda da vedação de uma obra, cerca das 18:00, obrigou à intervenção os bombeiros locais.
Contactado pela Lusa, o comandante dos bombeiros locais, Carlos Lima, acrescentou que o “vento forte que se faz sentir derrubou a vedação em ferro que acabou por rasgar o toldo de uma ourivesaria adjacente à obra”.
“Os bombeiros isolaram a área envolvente. Criaram um perímetro de segurança em torno da estrutura. O dono da obra fez deslocar para o local uma equipa de trabalhadores para desmontar a estrutura metálica e as lonas que fechavam a obra”, explicou.
Carlos Lima adiantou ainda que o caudal do rio Lima “cobre todo o areal, mas ainda não galgou as margens”.
Em Monção, fonte dos bombeiros referiu que a situação no rio Minho “está controlada”, sendo que os parques das Caldas e da Lodeira “continuam inundados”.
Na terça-feira, o rio Minho galgou as margens, inundando o rés-do-chão do edifício do antigo balneário termal, o que levou a câmara a proibir o acesso automóvel àqueles parques.




















