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Trabalhadores da saúde da ULSAM em greve na quarta e quinta-feira

Rádio Alto Minho

30 Abril 2018, 10:27

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Os trabalhadores do setor público da Saúde da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) vão aderir à greve nacional decretada para quarta e quinta-feira promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap) e pela Associação Sindical do Pessoal Administrativo da Saúde(ASPAS).

De acordo com o pré-aviso, estão abrangidos os trabalhadores, exceto médicos e enfermeiros, que trabalham nos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde, como os hospitais, que “sentem forte indignação pela degradação crescente das suas condições de trabalho”.

Os trabalhadores, reivindicam a aplicação do horário de trabalho de 35 horas semanais, progressão de carreira, dignificação das carreiras da área da saúde, reforço de recursos humanos, pagamento de horas de trabalho extraordinário, e a aplicação do subsistema de saúde ADSE (para funcionários públicos) a todos os trabalhadores.

E querem ainda “a celebração de acordo coletivo de trabalho para os trabalhadores do contrato individual de trabalho, de forma a conferir-lhes um regime de carreira, em condições de igualdade com os colegas”.

Em Viana do Castelo, um grupo de 57 funcionários da ULSAM, com a categoria de Assistente Técnico e com vínculo de Contrato de Trabalho por Tempo Indeterminado (CIT) escreveu ao presidente da República, ao primeiro-ministro, ao ministro das Finanças e aos partidos com representação parlamentar a pedir a assinatura de Acordo Coletivo de Trabalho para Hospitais, EPE

Na carta, enviada no dia 18 de abril, sublinham ter “20 anos de serviço, vinculados por contratos individuais de trabalho, sem direito a negociação e omissos no que respeita à progressão na carreira”.

No passado dia 27, escreveram à secretária de Estado da Administração e do Emprego Público referindo que estes trabalhadores têm “metade da sua carreira contributiva na base da tabela salarial, que querem viver com dignidade e cada vez mais se sentem sufocadas”.

Destacam que estes trabalhadores estão há duas décadas “sem carreiras e sem promoções”, que “não podem ser o parente pobre do setor da Saúde”.

A greve está marcada para começar às 00:00 de dia 02 e terminar às 24:00 de dia 03 de maio e abrange “todos os trabalhadores, independentemente da natureza do vínculo, cargo ou função, ou setor de atividade, vinculados em regime de emprego público ou, em regime laboral comum que exercem funções nos hospitais, EPE e demais serviços na dependência ou na tutela do Ministério da Saúde, não pertencentes a carreiras de regime especial”.

 

 

 

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