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Três empresas portuguesas e uma francesa na corrida à concessão do Forte da Ínsua, em Caminha

Andrea Cruz

08 Novembro 2019, 17:49

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Quatro empresas, três portuguesas e uma francesa, concorreram ao concurso público lançado em julho, para a concessão do Forte da Ínsua, em Caminha. A informação foi avançada hoje pelo presidente da câmara, Miguel Alves.

O autarca socialista congratulou-se com o número de empresas que apresentaram proposta ao concurso público realizado ao abrigo do Revive, referindo ser “muito bom no contexto dos concursos nacionais” lançados por aquele programa governamental.

“A apresentação de quatro propostas revela um interesse evidente na reabilitação da monumentalidade da Ínsua e isso é, desde logo, uma boa notícia para Caminha”.

O prazo para apresentação de propostas ao concurso público para a concessão do imóvel, construído entre 1649 e 1652, terminou na quarta-feira, às 24:00.

O Forte da Ínsua encontra-se numa pequena ilha rochosa, na foz do rio Minho, perto da costa. Está situado na Ínsua de Santo Isidro, na freguesia de União das Freguesias de Moledo e Cristelo.

O autarca socialista adiantou que “as propostas vão agora ser abertas e analisadas pelo júri do concurso, sendo que a decisão final deverá ser tomada dentro das próximas semanas”.

“Só o júri multidisciplinar que vai avaliar as propostas é que decidirá se todas cumprem os requisitos legais e qual aquela que serve os interesses de Caminha e do Estado Português. Ainda é cedo para lançarmos foguetes, mas acredito que, depois de décadas de abandono e de muita retórica inconsequente, estamos no bom caminho para recuperarmos o património da Ínsua, pondo a sua história e as suas estórias ao serviço das pessoas e da economia da região. Não há caminhada que não comece com o primeiro passo. Ele está dado”, sublinhou.

O concurso público para a concessão do Forte da Ínsua foi lançado em julho, em Lisboa, durante a âmbito da apresentação, pelo Governo, da segunda edição do programa Revive.

Na altura, contactado pela Lusa, Miguel Alves, referiu que “a Câmara de Caminha guardou parte do seu espólio e a Capitania local detém as chaves das suas portas”.

Adiantou que o município “assegurou os estudos topográficos e a recolha dos elementos históricos e arquitetónicos” do imóvel.

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