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ULSAM rejeita acusações de laboratório de Ponte de Lima

Rádio Alto Minho

19 Abril 2016, 16:53

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A administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) recusou hoje estar a por em causa a viabilidade económica de laboratórios privados ao encaminhar para os serviços de Ponte de Lima, “uma pequena parte” das análises clínicas.

Em causa está uma ordem de serviço da ULSAM, contestada hoje por um laboratório de Ponte de Lima “que obriga todos os médicos, a partir do próximo dia 26 de abril, a encaminharem os utentes para o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima, para realização de colheitas de análises clínicas”.

Para aquele laboratório, a decisão da ULSAM vai “retirar serviços de proximidade” à população e “colocar em causa os 39 postos de trabalho” que assegura.

A administração da ULSAM afirmou “não acreditar que a medida possa por em causa a viabilidade económica dos laboratórios privados de patologia clínica uma vez que se trata de um pequeno número e não da integração total dos exames realizados”.

A ULSAM, que integra os hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, Conde de Bertiandos em Ponte de Lima, e 13 centros de saúde espalhados pelo Alto Minho, explicou que medidas semelhantes já foram tomadas no país e adiantou que “o centro de saúde de Ponte de Lima se encontra cerca de 50 metros do hospital Conde de Bertiandos, onde está instalado o laboratório de patologia clínica”.

“A ULSAM tem procurado a melhoria contínua dos cuidados de saúde, bem como, a natural articulação nos diversos cuidados de saúde prestados, procurando, também, otimizar a capacidade instalada nas suas unidades, rentabilizando ao máximo os seus recursos e, só depois de esgotados, aí sim o recurso a outros prestadores, desde que não haja prejuízo para os utentes”, sustentou.

O assunto motivou hoje a apresentação, na Assembleia da República, pelo deputado do CDS-PP um requerimento a pedir esclarecimento ao ministro da Saúde.

Abel Baptista quer saber se a tutela tem conhecimento da situação e, em caso afirmativo, “que diretrizes e que objetivos norteiam tal decisão”.

Caso, o deputado do CDS-PP, eleito pelo distrito de Viana do Castelo, quer saber que medidas o Ministério da Saúde “pondera tomar para solucionar esta orientação”, afirmando “que se ficarem apenas disponíveis para recolha de análises os serviços do Hospital Conde de Bertiandos, a população na área de abrangência dessa unidade de saúde irá ser prejudicada e poderá provocar o caos”.

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